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Von der Leyen diz que tributação às multinacionais é "uma questão de justiça básica"

Comissão Europeia fará "tudo" para fechar um acordo global histórico sobre tributação mínima. Expectativa é que, até outubro, haja um acordo global "estável e detalhado" para avançar com a tributação das multinacionais.

Reuters/ Lusa_EPA
Joana Almeida JoanaAlmeida@negocios.pt 15 de Setembro de 2021 às 09:59
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu esta quarta-feira que a criação de um imposto mínimo sobre as multinacionais é "uma questão de justiça básica". A Comissão está focada em fechar um "acordo global" para a tributação destes gigantes, sobretudo as tecnológicas, para financiar a recuperação pós-pandemia.

"Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para fechar um acordo global histórico sobre tributação mínima. Exigir que as grandes empresas paguem uma quantia certa de imposto não é apenas uma questão de finanças públicas, mas sobretudo uma questão de justiça básica", defendeu Ursula von der Leyen, no debate do Estado da União, em Estrasburgo.

Segundo Ursula von der Leyen, a pandemia deixou "cicatrizes profundas" na economia social e veio evidenciar a importância de reforçar o Pilar Europeu dos Direitos Sociais, a fim de garantir "empregos dignos, condições de trabalho mais justas, melhores cuidados de saúde e melhor equilíbrio entre trabalho e família na vida das pessoas".

A presidente da Comissão considera que "a justiça social não é apenas uma questão de tempo", mas também "uma questão de tributação justa". "Numa economia social de mercado, é bom que as empresas tenham lucros, mas lucram graças à qualidade das infraestruturas, segurança social e educação. Portanto, o mínimo que podemos esperar é que eles paguem uma parte justa", disse.

Em julho, os 20 países mais industrializados do mundo (o G20) chegaram a acordo sobre a implementação de um novo mecanismo tributário para as empresas multinacionais, depois de também os ministros das Finanças do G7 terem chegado a acordo para implementar uma taxa mínima de 15% sobre os lucros das empresas, nomeadamente multinacionais.

A expectativa da Comissão Europeia é que, até outubro, haja um acordo global "estável e detalhado" para avançar com a tributação das multinacionais e "financiar a recuperação" económica depois do abalo provocado pela covid-19.
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