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Von der Leyen anuncia mais 4 mil milhões para financiar transição climática

Presidente da Comissão Europeia alerta que atuais compromissos para 2030 "não permitirão concretizar o objetivo de manter o aquecimento global abaixo dos 1,5 °C". E diz que é preciso estabelecer metas mais ambiciosas a nível mundial.

Reuters/ Lusa_EPA
Joana Almeida JoanaAlmeida@negocios.pt 15 de Setembro de 2021 às 11:13
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou esta quarta-feira um reforço de 4 mil milhões de euros no financiamento para acelerar a transição climática. A União Europeia está focada em avançar com metas mais ambiciosas para atingir a neutralidade carbónica e ajudar os países mais pobres a combaterem também as alterações climáticas.

"Vamos propor um montante adicional de 4 mil milhões de euros para o financiamento da ação climática até 2027. Mas esperamos que os Estados Unidos e os nossos parceiros também intensifiquem esforços. Se os Estados Unidos e a União Europeia colmatarem, em conjunto, o défice de financiamemto da ação climática, dariam um forte sinal para a liderança climática global", referiu Ursula von der Leyen, no debate do Estado da União, em Estrasburgo.

Depois de ter anunciado a intenção de reduzir em, pelo menos, 55% as emissões de gases poluentes até 2030, Ursula von der Leyen sublinhou que já se transformaram "esses objetivos climáticos em obrigações legais" e que a União Europeia foi "a primeira grande economia a apresentar uma legislação abrangente" para atingir a neutralidade carbónica.

As chuvas torrenciais na Alemanha e na Bélgica e os incêndios florestais que abalaram a Grécia e França, durante o verão, vieram realçar, segundo Ursula von der Leyen, a importância de "ir mais longe e mais rápido" no combate às alterações climáticas. "E vamos garantir que uma maior ambição climática venha com mais ambição social, pois deve ser uma transição verde justa", disse.

Para que a transição climática seja mais justa, a Comissão Europeia lançou no último ano um novo fundo social para o clima, a fim de ajudar a combater a pobreza energética que atinge cerca de 34 milhões de europeus. 

Ursula von der Leyen sublinhou ainda que a COP26, que terá lugar em Glasgow em novembro, será "um momento decisivo para a comunidade global", porque "os atuais compromissos para 2030 não permitirão concretizar o objetivo de manter o aquecimento global abaixo dos 1,5 °C". 

"Todos os países têm uma quota-parte de responsabilidade. A Europa contribui com 25 mil milhões de dólares por ano. Mas outras partes continuam a apresentar lacunas profundas no sentido de atingir o objetivo global", alertou.

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