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Von der Leyen reúne-se com Merkel para ultimar fundo de recuperação

A presidente da Comissão Europeia revelou ter convidado a chanceler alemã e ainda os presidentes do Parlamento e do Conselho Europeu para uma reunião, a realizar dia 8 de julho, com o objetivo de, em conjunto, fechar o pacote relativo ao fundo de recuperação económica.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 02 de Julho de 2020 às 10:34
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Oficialmente ao leme da União Europeia durante os próximos seis meses, as alemãs Ursula von der Leyen e Angela Merkel deverão reunir-se no próximo dia 8 de julho a fim de ultimar o pacote de recuperação da União Europeia e preparar o caminho para a respetiva aprovação na próxima cimeira.

Em comunicado divulgado esta manhã, Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, revela ter convidado a chanceler alemã e ainda os presidentes do Parlamento Europeu, David Sassoli, e do Conselho Europeu, Charles Michel, para "fazer um balanço do progresso e preparar as negociações políticas intensivas" que se aproximam com vista à aprovação conjunta do fundo de retoma da UE (Próxima Geração UE) e do próximo quadro financeiro plurianual (QFP, 2021-27).

"É nossa responsabilidade conjunta finalizar este pacote de recuperação sem demoras e mostrar a todos os europeus que a União está preparar para agir em benefício de todos", escreve Von der Leyen sublinhando que "alcançar um rápido e ambicioso acordo" consiste na "maior ade da UE ao longo das próximas semanas".

Insistindo na tecla de que é "crucial chegar rapidamente a um acordo", a líder da Comissão sinaliza que será necessária uma "forte liderança política" para alcançar o objetivo proposto.

Ursula von der Leyen aproveita ainda para notar que desde que a Comissão apresentou a respetiva proposta de um fundo de recuperação de 750 mil milhões de euros (sendo que 500 mil milhões dizem respeito a subvenções a fundo perdido e os restantes 250 mil milhões a empréstimos), a executar no âmbito do próximo orçamento de longo prazo (1,1 biliões de euros para sete anos), se verificaram trocas de pontos de vista "construtivas" entre os Estados-membros, permitindo encontrar "pontos em comum" em diversas áreas.

Este convite surge um dia depois de a Alemanha ter assumido a presidência rotativa da UE para os próximos seis meses (segue-se Portugal a partir de 1 de janeiro de 2021). Também a grande prioridade de Berlim, como salientou ao Negócios o embaixador alemão em Lisboa, Martin Ney, passa por garantir um célere acordo para o pacote que consiste no fundo de retoma e no orçamento comunitário, necessidade decorrente da crise causada pela pandemia da covid-19.

A ideia passa por assegurar um acordo a 27 sobre este pacote no Conselho Europeu presencial já marcado para os próximos dias de 17 e 18 de julho.

Todavia, o grupo dos chamados países "frugais" (Países Baixos, Suécia, Dinamarca e Áustria) - a que se juntou também a Finlândia - continua a privilegiar uma solução assente em empréstimos condicionados e a insistir na necessidade de redução da verba proposta para apoios a fundo perdido. 

No entanto, persistem ainda várias arestas a limar antes de Charles Michel estar em condições de finalizar uma nova "caixa de negociação" (NEGO Box, no jargão de Bruxelas) que sirva de guião ao trabalho a desenvolver pelos 27 Estados-membros antes da cimeira de meados deste mês e que seja capaz de refletir as posições já assumidas pelas capitais no Conselho Europeu de 19 de junho. Falta definir, por exemplo, qual será a duração do Próxima Geração UE, quais os critérios concretos de alocação dos apoios ou ainda as maturidades dos empréstimos a conceder. 

A presidência rotativa da União agora a cargo de Berlim inaugura um trio de presidências que inclui Portugal e a Eslovénia. Após uma reunião que serviu para reajustar as prioridades deste ciclo, os líderes dos Estados-membros comprometaram-se trabalhar para promover uma "rápida recuperação económica e social" na UE. 

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