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Governo falha novamente meta do investimento público. Cresce menos de metade

Tem sido uma constante: o Governo anuncia grandes aumentos do investimento público para depois rever em baixa mais tarde. Acontece novamente em 2018, segundo a proposta do Orçamento do Estado para 2019.

Lusa
16 de Outubro de 2018 às 08:15

Em 2018, o investimento público vai aumentar menos de metade do que estava previsto há um ano: a subida será de 581 milhões de euros, o que compara com uma promessa de mais 1.281 milhões de euros. 

Há um ano, no OE 2018, António Costa prometia aumentar o investimento público em 40% para os 4.525 milhões de euros em 2018. Em Abril deste ano, no Programa de Estabilidade, revia o aumento para 34,2%. Na proposta de Orçamento do Estado para 2019, o Governo admite que falha a meta, como já alertaram várias entidades: o investimento público vai aumentar apenas 16,3% para os 4.144 milhões de euros. 

Ainda no final de Setembro o primeiro-ministro garantia que o investimento público ia aumentar 40%. No entanto, tal como o Negócios escreveu, a execução orçamental já apontava para discrepâncias face ao orçamentado uma vez que a execução está bastante abaixo do implícito no Orçamento. 

Com este aumento o peso do investimento público na economia vai chegar aos 2,1% este ano, abaixo dos 2,2% registados no último ano do anterior Governo. O investimento público apenas vai chegar aos 2,3% - previsto para este ano - em 2019, abaixo dos 2,4% previstos no Programa de Estabilidade 2018-2022. A concretizar-se, o investimento público em percentagem do PIB é o maior desde 2012, ano em que atingiu os 2,5%. 

Para o próximo ano, o Governo prevê um aumento de 17,1% (anteriormente o aumento previsto era de 9,1%), o que corresponde a mais 710 milhões de euros. Caso se concretize, o montante de investimento público vai atingir os 4.853 milhões de euros, o valor mais elevado desde 2011 (6.139 milhões de euros).

Em 2019, o investimento é um dos alicerces do cenário macroeconómico do Governo. Mário Centeno está a contar com o investimento privado e público para conter a desaceleração da economia, uma tendência mundial mas que afecta especialmente a Zona Euro, à qual Portugal está muito exposto. O Ministério das Finanças prevê que o PIB cresça 2,2% no próximo ano, ligeiramente abaixo dos 2,3% de 2018.

De acordo com o relatório da proposta do Orçamento do Estado para 2019, "estima-se que o investimento em grandes projectos estruturantes atinja os 1.100 milhões de euros, antevendo-se que o crescimento acelere nos próximos anos, reflectindo, por um lado, a maior execução dos fundos estruturais associados ao Portugal 2020, com um pico em 2022, e, por outro lado, a expansão da capacidade produtiva da economia". 

Os principais investimentos distribuem-se entre as áreas da Saúde, Educação, Ciência e Tecnologia, Cultura, Transportes, Ambiente, Agricultura, Defesa, Administração Interna e Justiça, tal como mostra a próxima tabela.

Ainda no final de Setembro o primeiro-ministro garantia que o investimento público ia aumentar 40%. No entanto, tal como o Negócios escreveu, a execução orçamental já apontava para discrepâncias face ao orçamentado uma vez que a execução está bastante abaixo do implícito no Orçamento. 

Com este aumento o peso do investimento público na economia vai chegar aos 2,1% este ano, abaixo dos 2,2% registados no último ano do anterior Governo. O investimento público apenas vai chegar aos 2,3% - previsto para este ano - em 2019, abaixo dos 2,4% previstos no Programa de Estabilidade 2018-2022. A concretizar-se, o investimento público em percentagem do PIB é o maior desde 2012, ano em que atingiu os 2,5%. 

Para o próximo ano, o Governo prevê um aumento de 17,1% (anteriormente o aumento previsto era de 9,1%), o que corresponde a mais 710 milhões de euros. Caso se concretize, o montante de investimento público vai atingir os 4.853 milhões de euros, o valor mais elevado desde 2011 (6.139 milhões de euros).

Em 2019, o investimento é um dos alicerces do cenário macroeconómico do Governo. Mário Centeno está a contar com o investimento privado e público para conter a desaceleração da economia, uma tendência mundial mas que afecta especialmente a Zona Euro, à qual Portugal está muito exposto. O Ministério das Finanças prevê que o PIB cresça 2,2% no próximo ano, ligeiramente abaixo dos 2,3% de 2018.

De acordo com o relatório da proposta do Orçamento do Estado para 2019, "estima-se que o investimento em grandes projectos estruturantes atinja os 1.100 milhões de euros, antevendo-se que o crescimento acelere nos próximos anos, reflectindo, por um lado, a maior execução dos fundos estruturais associados ao Portugal 2020, com um pico em 2022, e, por outro lado, a expansão da capacidade produtiva da economia". 

Os principais investimentos distribuem-se entre as áreas da Saúde, Educação, Ciência e Tecnologia, Cultura, Transportes, Ambiente, Agricultura, Defesa, Administração Interna e Justiça, tal como mostra a próxima tabela.

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