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Bloco só decide voto no orçamento a três dias da votação

Na reunião da comissão bloquista realizada na última noite, o partido liderado por Catarina Martins decidiu que apenas irá definir o sentido de voto no Orçamento do Estado a 25 de outubro, três dias antes de o documento ser votado na generalidade.

João Miguel Rodrigues
David Santiago dsantiago@negocios.pt 14 de Outubro de 2020 às 11:49
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O Bloco de Esquerda vai manter a pressão sobre o Governo até três dias antes de a proposta para o Orçamento do Estado para 2021 ser votada na especialidade. Na reunião da comissão política do partido realizada na noite desta terça-feira, os bloquistas definiram que apenas vão decidir o sentido de voto no orçamento a 25 de outubro, ou seja, a três dias de o documento ir a votação parlamentar na generalidade. 

A decisão do partido será tomada no encontro da Mesa Nacional agendada para 25 de outubro e até lá, notam os bloquistas em comunicado, o Bloco "não fecha portas à negociação" do orçamento. No entanto, na linha do aviso ontem deixado pela deputada Mariana Mortágua, o partido reitera quatro exigências centrais e "reafirma as suas propostas para travar a vaga de despedimentos, apoiar as vítimas da crise evitando que fiquem em situação de pobreza, reforçar efetivamente o Serviço Nacional de Saúde e impedir nova injeção pública no Novo Banco". 

Num comunicado dividido em quatro pontos, no primeiro o Bloco começa por salientar que as negociações com o Governo sobre o orçamento "não foram, infelizmente, bem sucedidas" até ao dia de ontem. E lamenta que as "preocupações essenciais" apresentadas ao Executivo socialista "não têm resposta na proposta de OE2021" entregue pelo Governo ao Parlamento na segunda-feira à noite.

Uma vez mais, e também tal como defendido esta terça-feira por Mariana Mortágua, o Bloco de Esquerda insiste que a negociação do orçamento para 2021 não é comparável com as discussões que tiveram lugar na anterior legislatura nem com a relativa às contas do Estado para este ano. Isto porque o OE2021 "tem a responsabilidade de responder a uma das maiores crises que já conhecemos". 

"Essa resposta exige medidas efetivas e de impacto imediato e é incompatível com medidas meramente simbólicas ou anúncio sem real repercussão", acrescenta a nota bloquista. Esta terça-feira, a deputada Mariana Mortágua criticou as "medidas de propaganda" e os "anúncios fúteis" que o Bloco considera estarem presentes na proposta orçamental do Governo.

A disponibilidade bloquista para continuar o diálogo encontra eco no Executivo precisamente numa altura em que Governo e esquerda elevam a pressão e a dramatização política. Ainda na segunda-feira, antes da entrega do documento na Assembleia da República, o secretário de Estados dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, garantiu "total disponibilidade para continuar a dialogar".

Na segunda-feira, em entrevista à Antena1, a coordenadora do Bloco, Catarina Martins, acusou o Governo de ter, de forma unilateral, fechado as negociações durante o fim de semana. Já ontem, em declarações à Sábado, Duarte Cordeiro notou que o Governo aguarda ainda a resposta do Bloco no âmbito da troca de documentos de trabalho feita na negociação do orçamento, uma indicação. 

(Notícia atualizada)
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