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"Não temos esperança que este OE possa ter remendo". PSD vai votar contra

O líder do PSD, Luís Montenegro, criticou - à saída da reunião com o Presidente da República - a proposta do Executivo para o Orçamento de Estado para 2023 (OE 2023). Os sociais-democratas já comunicaram a Marcelo Rebelo de Sousa que vão votar contra.

MIGUEL A. LOPES
Fábio Carvalho da Silva fabiosilva@negocios.pt 12 de Outubro de 2022 às 17:25

O PSD vai votar contra a proposta do Governo para o Orçamento do Estado para o próximo ano (OE 2023). O anúncio foi proferido pelo presidente dos sociais democratas que considera que o diploma "não tem remendo" e que não serve como "instrumento positivo de políticas públicas". 


"A propósito do OE, decorrendo da análise que já fizemos e da forma como vamos ilustrar as debilidades que ele apresenta, incluindo aquela que vai decorrer das nossas propostas de alteração que apresentámos -ainda antes de o Governo ter apresentado a proposta de OE - não temos naturalmente  esperança que este OE possa ter remendo para que se possa configurar como um instrumento positivo de políticas públicas", afirmou Montenegro.

Assim, "informámos o senhor Presidente de que rejeitaremos este Orçamento na Assembleia da República", rematou o líder do PSD. 

As declarações de Luís Montenegro foram proferidas à margem do encontro com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que recebeu esta quarta-feira, durante todo o dia, os partidos com assento parlamentar, após a entrega, na segunda-feira, da proposta de Orçamento do Estado para 2023 na Assembleia da República.

A par do PSD, também PCP, BE, IL e Chega vão votar contra. Já o PAN e o Livre admitiram abster-se, mas afastaram a possibilidade de darem voto favorável.

A proposta de Orçamento do Estado para 2023 (OE2023) prevê que a economia portuguesa cresça 1,3% em 2023 e registe um défice orçamental de 0,9% do Produto Interno Bruto.

O Governo visa reduzir o peso da dívida pública de 115% do PIB para 110,8% em 2023 e projeta que a inflação desacelere de 7,4% em 2022 para 4% no próximo ano.

A proposta vai ser debatida na generalidade no parlamento nos próximos dias 26 e 27, com a votação final global do diploma marcada para 25 de novembro.


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