STE defende 35 horas para o público e para o privado
É uma questão de criação de emprego, argumenta a presidente Helena Rodrigues, à entrada para uma reunião com o ministro das Finanças.
O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), que representa essencialmente técnicos superiores do Estado, defende que o limite de 35 horas semanais de trabalho deve ser aplicado não só no Estado como no sector privado.
"Para nós, a questão das 35 horas não é só uma questão dos trabalhadores da administração pública. É uma questão de criação de emprego. Temos altos níveis de desemprego e nós consideramos que as 35 horas é um contributo para a diminuição do desemprego", afirmou Helena Rodrigues, à entrada para a primeira reunião com o ministro das Finanças.
"É uma medida urgente e necessária do governo e é 35 horas para todos os trabalhadores, sejam do público sejam do privado", acrescentou Helena Rodrigues.
Dos quatro projectos dos partidos à esquerda do hemiciclo que esta quarta-feira foram debatidos na Assembleia da República apenas um prevê a redução do horário máximo no sector privado para 35 horas.
É o projecto d’Os Verdes, que "visa instituir as 35 horas de trabalho como o limite máximo semanal dos períodos normais de trabalho, quer no sector privado, quer no sector público", alterando de imediato não apenas a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas como o Código do Trabalho.
Apesar de também prever a redução do horário semanal máximo no sector privado (que é actualmente de 40 horas), e apesar de o PS não ter anunciado tal objectivo, este projecto d’Os Verdes será aprovado na próxima sexta-feira pelo Partido Socialista, segundo explicou esta terça-feira a deputada do PS Luísa Salgueiro, tal como o Negócios noticiou esta segunda-feira.
O objectivo do PS é negociar o conteúdo dos projectos na especialidade.