Mais de dois milhões de casas arrendadas fogem aos impostos

Auditoria da IGF revela que 60% dos inquilinos não têm contrato de arrendamento registado ou vigente. Número de casas arrendadas é, por isso, superior ao estimado pelo Ministério das Finanças.
Auditoria da IGF revela que 60% dos inquilinos não tinham contrato de arrendamento registado ou vigente.
João Cortesão
Negócios 28 de Janeiro de 2026 às 09:13

Mais de dois milhões dos 3,7 milhões de casas arrendadas em Portugal não são declaradas ao Fisco, avança esta quarta-feira o , com base numa auditoria da Inspeção-Geral das Finanças (IGF).

O número de casas arrendadas ou subarrendadas difere significativamente dos dados revelados pelo Ministério das Finanças, que apontam para 1,4 milhões. Isto porque o número de casas arrendadas é muito superior, devido aos contratos de arrendamento ou subarrendamento que não são comunicados à Autoridade Tributária.

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A auditoria da IGF revela que 60% dos inquilinos não tinham contrato de arrendamento registado ou vigente, o que significa que apenas 40% dos acordos são declarados pelos senhorios. Os especialistas recomendam uma maior regulação para o setor, de forma a reduzir a evasão fiscal e combater a precariedade dos arrendatários.

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