611 clientes do HSBC associados a Portugal, um deles com 143 milhões de euros

Não se conhece a identidade do titular mas há 143 milhões de euros numa das 778 contas do ramo suíço do HSBC ligadas a Portugal. O país representa 1% do valor total envolvido nas contas detectadas na investigação jornalística.
HSBC
Bloomberg
Diogo Cavaleiro 09 de Fevereiro de 2015 às 12:31

Um grupo de jornalistas olhou para as contas e transferências do ramo suíço do britânico HSBC, dedicado a clientes mais abastados. E há dinheiro ligado a Portugal no HSBC Private Bank.

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Dos 106 mil clientes, 611 estão associados, de alguma forma, a Portugal. Destes, 36% - previsivelmente 220, embora o número não seja especificado – têm passaporte ou nacionalidade portuguesa. Portugal encontra-se em 33º lugar na lista de 203 países no que diz respeito ao número de clientes a ele conectados. O número pode até ser maior: 19 mil dos clientes referidos na investigação não está associado a nenhum país.

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Estas são algumas das conclusões retiradas dos ficheiros divulgados pelo consórcio internacional de jornalistas de investigação (ICIJ, na sigla em inglês) no conjunto de documentos designado de "swiss leaks" (fugas de informação suíças). Segundo a investigação, foram feitos lucros com este dinheiro para evasão fiscal ou para financiar activos ilícitos ou questionáveis, ligadas a ditaduras. A informação foi revelada por um antigo funcionário do banco ao Ministério das Finanças francês, em 2008, obtida pelo Le Monde e agora divulgada pelo consórcio. 

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Portugal é o 45º país com maior quantidade de dólares nestas contas, num total de 969 milhões de dólares (856 milhões de euros), ou seja, cerca de 1% do total (mais de 100 mil milhões). Há uma conta ligada ao país em que constam 161,8 milhões de dólares (143 milhões de euros). O consórcio de jornalistas não identifica este cliente.

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A grande maioria dos clientes de passaporte, nacionalidade ou conexão a Portugal tem até oito milhões de dólares num total de 778 contas bancárias. 531 das contas foram abertas entre 1970 e 2006. Havia perto de 200 contas em funcionamento em 2006.

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O consórcio sublinha que há formas legítimas de uso das contas bancárias suíças, lembrando que a indicação das pessoas ligadas à investigação não quer dizer que tenham cometido actos ilícitos. Entre os nomes referidos, onde não se encontra a identificação de nenhum português, estão Emilio Botín, antigo presidente do Santander, o futebolista Diego Fórlan e ainda o motociclista Valentino Rossi. 

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