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Panamá vai criar comissão independente para rever práticas financeiras

O Governo do Panamá quer que a comissão proponha a adopção de medidas, que irá partilhar com outros países para fortalecer a transparência dos sistemas financeiro e jurídico.

Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 07 de Abril de 2016 às 11:07
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O Governo do Panamá vai criar uma comissão independente para rever as práticas financeiras do país após a fuga de informação que expôs na imprensa as ligações de centenas de personalidades públicas e líderes políticos a paraísos fiscais, conhecida por Papéis do Panamá.

 

"O Governo, através do nosso ministério dos Negócios Estrangeiros, vai criar uma comissão independente de especialistas nacionais e internacionais para avaliar as nossas práticas actuais e propor a adopção de medidas que vamos partilhar com outros países do mundo para fortalecer a transparência dos sistemas financeiro e jurídico", referiu o presidente Juan Carlos Varela, num discurso transmitido na televisão.

 

Juan Carlos Varela reconhece que apesar dos "passos decisivos a favor da transparência e fortalecimento" do sistema financeiro, o país tem de "continuar a avançar na agenda de Estado", traçada para proteger as suas instituições.

 

Varela sublinha que os Papéis do Panamá - milhares de documentos oriundos da gestora de capitais e património Mossack Fonseca (na foto) - "não são um problema" do país, "mas de muitos países cujas estruturas são, todavia, vulneráveis para ser utilizadas para actividades que não são para o bem comum dos cidadãos".

 

"Não vamos permitir que esta situação mediática nos defina como país. Os Governos sérios e responsáveis não negoceiam a adopção de obrigações internacionais através dos meios de comunicação mas através da diplomacia, de um diálogo sério, responsável e construtivo", sustentou o presidente.

 

O Governo já deu ordens à ministra dos Negócios Estrangeiros, Isabel De Saint Malo de Alvarado, para que reitere, perante a OCDE, a disponibilidade do Panamá para "dialogar", com o objectivo de se alcançarem acordos que contribuam para o "desenvolvimento económico dos países".

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