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Londres aprova extradição de Julian Assange para os EUA

A ministra britânica do Interior, Priti Patel, aprovou nesta sexta-feira a extradição do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, para os EUA depois de Washington ter assegurado uma série de medidas que asseguram a saúde do arguido.

Reuters
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A ministra britânica do Interior, Priti Patel, aprovou nesta sexta-feira a extradição do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, para os EUA, onde este vai para enfrentar 18 acusações, incluindo de espionagem, podendo ser sentenciado a 175 anos de prisão.

 

"[Os tribunais do Reino Unido] não concluiram que seja incompatível com os direitos humanos, incluindo o direito [de Assange] a um julgamento justo e à liberdade de expressão, já que que enquanto estiver nos EUA  será tratado adequadamente, inclusive em matéria de saúde", afirmou esta sexta-feira o Ministério do Interior em comunicado.

 

Inicialmente, um tribunal britânico decidiu que Assange não deveria ser deportado, já que devido à debilidade da sua saúde mental correria o risco de suicídio ao ser colocado numa prisão de segurança máxima.

 

Porém, mais tarde e já sob recurso, outro tribunal hierarquicamente superior ao do que deliberou a primeira sentença anulou esta decisão depois de os EUA terem garantido um pacote de medidas em nome da saúde de Assange, entre elas a possibilidade de o arguido poder cumprir pena na Austrália.

 

A esposa de Julian Assange reagiu a esta decisão e em declarações à Reuters lamentou: "este é um dia sombrio para a liberdade de imprensa e para a democracia do Reino Unido." "O caminho para a liberdade de Julian é longo e tortuoso. Hoje não é o fim da luta. É apenas o começo de uma nova batalha", acrescentou Stella Assange.

 

Há dez dias, a representante da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) para a liberdade de imprensa, Teresa Ribeiro, pediu ao Reino Unido para não extraditar o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, para os Estados Unidos, apelo que não foi correspondido.

 

O antigo 'hacker' enfrenta uma pena de 175 anos de prisão por revelar abusos dos Estados Unidos na sua base militar em Guantánamo (Cuba) e nas guerras no Iraque e no Afeganistão.

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