Mundo Guerra comercial: EUA e China reúnem-se em Pequim na semana de 7 de Janeiro

Guerra comercial: EUA e China reúnem-se em Pequim na semana de 7 de Janeiro

Delegações dos dois países vão voltar a reunir-se na semana de 7 de Janeiro, pouco mais de um mês depois do acordo para uma trégua de 90 dias.
Guerra comercial: EUA e China reúnem-se em Pequim na semana de 7 de Janeiro
Damir Sagolj/Reuters
Rita Faria 27 de dezembro de 2018 às 10:26

Pouco mais de um mês depois da cimeira do G20, onde Estados Unidos e China acordaram uma trégua na guerra comercial, representantes dos dois países vão voltar a reunir-se para tentar alcançar progressos na resolução da disputa que se arrasta há longos meses.

De acordo com a Reuters, que cita fontes próximas das negociações, uma delegação do governo dos Estados Unidos viajará para Pequim na semana de 7 de Janeiro para se reunir com as autoridades chinesas.

O vice-representante do Comércio dos Estados Unidos, Jeffrey Gerrish, vai liderar essa delegação, que também inclui o subsecretário do Tesouro para os Assuntos Internacionais, David Malpass.

O porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng, confirmou que os dois lados vão voltar à mesa das negociações no próximo mês, apesar de não ter indicado nenhuma data para o encontro.

A reunião do próximo mês será a primeira discussão frente-a-frente entre os dois lados, desde que o presidente Donald Trump e o seu homólogo chinês Xi Jinping concordaram com uma trégua de 90 dias na Argentina no início deste mês. O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse na semana passada que a equipa dos EUA e as autoridades chinesas têm mantido discussões por telefone.

O encontro é mais um sinal positivo de progresso no alívio nas tensões entre os dois países, depois de Pequim ter anunciado no início desta semana uma terceira ronda de cortes nas tarifas sobre mais de 700 produtos, como parte dos seus esforços para abrir a economia e reduzir os custos para os consumidores chineses.

Os Estados Unidos, por seu lado, no âmbito da trégua de 90 dias, acordaram suspender o aumento das tarifas sobre 200 mil milhões de dólares de importações da China, enquanto decorrerem as negociações.

Depois de regressar da Argentina, Trump disse que o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, seria o responsável pelas negociações com a China. Lighthizer, que não deverá juntar-se a esta delegação, já deixou claro que não há margem para se estender as conversações para além dos 90 dias, dizendo que o prazo teve o aval de Trump.

"Quando falo com o presidente dos Estados Unidos, ele não fala em ir além de Março", afirmou Lighthizer em declarações à CBS a 9 de Dezembro.

Mas Trump e outros membros da sua equipa, incluindo o conselheiro económico da Casa Branca, Larry Kudlow, já admitiram adiar ainda mais o aumento das tarifas se os dois lados fizessem progressos suficientes.




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