Mundo Pompeo: Huawei "não está a dizer a verdade aos americanos" sobre os laços com o governo chinês

Pompeo: Huawei "não está a dizer a verdade aos americanos" sobre os laços com o governo chinês

O secretário de Estado Mike Pompeo defendeu que a Huawei trabalha com o Governo chinês e que o seu CEO não está a dizer a verdade aos americanos.
Pompeo: Huawei "não está a dizer a verdade aos americanos" sobre os laços com o governo chinês
Reuters
Rita Faria 23 de maio de 2019 às 16:46

Num contexto de crescente tensão entre os Estados Unidos e a China, o secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo defendeu esta quinta-feira as restrições impostas pela administração Trump à Huawei garantindo que a gigante das telecomunicações trabalha diretamente com o governo chinês, apesar de Pequim sempre ter negado essa ligação.

"Dizerem que não trabalham com o governo chinês é falso", afirmou Pompeo, em declarações à CNBC. "Sobre isso, pelo menos, o CEO da Huawei não está a dizer a verdade aos americanos".

E continuou: "Se és uma empresa dirigida pelo Estado e recebes subsídios diretamente do governo chinês, não há dúvida de que podes tirar grandes vantagens disso. Acho que o mundo quer sistemas em que se possa confiar".

A Huawei, líder na tecnologia 5G, tem tentado garantir contratos em todo o mundo - incluindo no Reino Unido e Alemanha – para construir a rede que tornará a internet mais rápida, enquanto os Estados Unidos têm feito pressão junto dos seus parceiros para que rejeitem a tecnologia da empresa chinesa. À CNBC, Pompeo explicou que tem vindo a "explicar os riscos" relacionados com a segurança nacional, enquanto viaja pelo mundo para se reunir com os líderes de governo.  

Na semana passada, a administração Trump decidiu mesmo incluir a Huawei na sua "lista negra", impedindo as empresas norte-americanas de venderem software e componentes à companhia chinesa.

Além desta disputa relacionada com a segurança e a tecnologia, os Estados Unidos e a China continuam envolvidos numa guerra comercial mais abrangente, com os norte-americanos a exigirem um equilíbrio da balança comercial e práticas comerciais justas por parte de Pequim.

As negociações entre os dois países chegaram, porém, a um impasse, e não há novas conversações na agenda.

"É importante que as conversações continuem", afirmou o secretário de Estado. "Eu vi-os fazerem verdadeiros progressos, e espero que possam continuar a fazer".

Contudo, Pequim já disse que Washington precisa de corrigir as suas ações para que as negociações entre as duas partes possam ser retomadas.  "Se os EUA quiserem continuar a negociar, devem, com sinceridade, ajustar as suas ações erradas. Só assim as negociações poderão continuar ", disse o porta-voz do Ministério do Comércio, Gao Feng, esta quinta-feira.

 




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