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Trump cancela encontro com Putin devido à tensão com a Ucrânia

O facto de Moscovo não ter devolvido as embarcações apreendidas à marinha ucraniana nem soltado os marinheiros ucranianos a bordo das mesmas levou Donald Trump a cancelar a reunião com Vladimir Putin que deveria ser realizada à margem da cimeira do G20.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 29 de Novembro de 2018 às 17:08
Donald Trump e Vladimir Putin não vão realizar nenhuma cimeira bilateral à margem do encontro do G20 que decorre no fim-de-semana em Buenos Aires. O presidente dos Estados Unidos anunciou, através do Twitter, que tendo em conta a atitude russa relativamente à Ucrânia decidiu que a não realização da cimeira com o presidente russo é a melhor opção para "todas as partes". 

Este anúncio surge de forma inesperada até porque, minutos antes, o Kremlin revelava que o encontro havia já sido confirmado pela Casa Branca. O próprio Trump disse, esta quinta-feira em declarações aos jornalistas, que "provavelmente vou enocntrar-me com o presidente Putin". Prevista há já bastante tempo, a cimeira bilateral tinha sido posta em causa por Trump na sequência do surgimento de um novo foco de tensão entre a Rússia e os Estados Unidos. 

Contudo, este cancelamento surge minutos depois de o ex-advogado de Trump, Michael Cohen, ter admitido culpa de ter prestado declarações falsas no Congresso a propósito do projecto imobiliário que o presidente dos EUA queria implementar em Moscovo. Cohen falou no Congresso a propósito da investigação judicial em curso, que está a cargo do procurador especial Robert Mueller, acerca das ligações da campanha presidencial de Trump ao Kremlin. 
No entanto, o presidente americano liga a decisão de cancelar a cimeira com Putin unicamente à questão entre Moscovo e Kiev. Tendo em conta que as autoridades russas não devolveram a Kiev os três navios militares apreendidos pela marinha russa nem soltado os tripulantes dessas embarcações, Trump diz ter decidido que o melhor para Washington e para Moscovo passa pelo "cancelamento do previamente agendado encontro, na Argentina, com o presidente Vladimir Putin". Trum conclui dizendo aguardar com expectativa que uma nova cimeira bilateral possa ser agendada "logo que esta situação esteja resolvida".
Este domingo, a guarda costeira russa pertencente ao Serviço de segurança que sucedeu ao KGB disparou e apreendeu três embarcações miliatares ucranianas ao largo do estreito de Kertch, que liga o Mar Negro ao Mar de Azov, junto à península da Crimeira, região anexada em 2014 por Moscovo. Moscovo justificou esta acção argumentando que os barcos da marinha ucraniana haviam entrado de forma ilegal em águas territoriais russas.

Por sua vez, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, acusou Moscovo de querer provocar uma confrontação militar aberta entre os dois países. E, entretanto, Kiev instaurou lei marcial nas regiões mais próximas da fronteira com a Rússia. 

(Notícia actualizada às 17:30)
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