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Trump desvaloriza ataque do Irão. Terá sido um "estúpido" por engano

Depois de classificar o ataque de "grande erro", Trump disse que não terá sido intencional.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 20 de Junho de 2019 às 20:19
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O presidente dos Estados Unidos voltou a desvalorizar um incidente com o Irão, sugerindo que quer evitar uma escalada na confrontação com este país do Médio Oriente. Aconteceu há dias com ataques navios petroleiros e agora com um ataque a um drone de espionagem norte-americano.

 

A primeira reação a este ataque foi feita no Twitter, onde Donald Trump comentou que o Irão tinha cometido um "grande erro" com este ato. Mas poucas horas depois, o presidente dos Estados Unidos foi bem mais brando, tendo mesmo desvalorizado o incidente.

 

"Imagino que tenha sido um general ou alguém que tenha cometido um erro ao abater o drone por engano. É difícil acreditar que tenha sido intencional. Pode ter sido alguém estúpido", disse Trump na Sala Oval, após uma reunião com o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau.

 

Estas declarações contrastam com as afirmações efetuadas do lado do Irão, que assumem a intencionalidade do abate do drone. "Nós defenderemos o espaço aéreo do Irão e as fronteiras marítimas com tudo o que pudermos", declarou o secretário-geral do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Shamkhani, citado por uma agência de notícias controlada pelo governo.

 

Trump reforçou que o drone estava "claramente" em espaço aéreo internacional, e não do Irão, mas minimizou o incidente, tal como já tinha feito com os navios petroleiros, que classificou de "problema menor".

 

Apesar desta aparente desvalorização, Trump avisou que o cenário seria diferente se o aparelho abatido fosse tripulado. "Não havia ninguém naquele drone. Faria uma grande diferença, deixem que vos diga, faria uma grande, grande diferença se o aparelho fosse pilotado", disse Trump aos jornalistas na Casa Branca.

 

O governo norte-americano convocou os líderes do congresso para uma reunião na Casa Branca sobre o Irão, noticiou a Reuters.

 

Há apenas dois dias, os EUA decidiram enviar cerca de mil militares suplementares para o Médio Oriente em contexto de tensões acrescidas com o Irão.

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