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Banco de Inglaterra mantém estímulos inalterados enquanto incerteza perdurar

Na reunião de política monetária de hoje, o banco britânico optou por manter os programas de compra de ativos e a taxa de juros inalterados, numa altura em que as previsões económicas são ainda incertas.

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Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 17 de Dezembro de 2020 às 12:44
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O Banco de Inglaterra optou por manter a taxa de juro em mínimos históricos nos 0,1% e o programa de compra de dívida em 895 mil milhões de libras (o equivalente a 991 mil milhões de euros), até que exista mais clareza para o rumo da economia britânica.

As decisões foram anunciadas nesta quinta-feira, data da última reunião de política monetária do ano. Desde março que Andrew Bailey, líder do banco central britânico, cortou as taxas de juro por duas vezes dos iniciais 0,75% para responder à atual crise.

Desde o encontro de novembro, altura em que os decisores prolongaram a durabilidade do programa de compra de ativos, "as principais notícias têm sido os testes bem-sucedidos de algumas vacinas contra a covid-19 e os planos iniciais de implementá-las no primeiro semestre do próximo ano", algo que "provavelmente reduzirá os riscos de queda nas perspetivas económicas".

O país tem sido um dos mais afetados pela covid-19 em toda a Europa, tendo registado 65.618 mortes e 1,9 milhões de casos, segundo os dados da Johns Hopkins University desta quinta-feira de manhã. A crise de saúde originou uma queda histórica de 19,8% no PIB (produto interno bruto) no segundo trimestre deste ano, em cadeia.

A decisão anunciada hoje vai em linha com o que a Reserva Federal dos Estados Unidos reforçou ontem, mantendo também os estímulos inalterados até que os dados do emprego e da inflação se aproximem das metas estabelecidas pelo banco.
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