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Guerra entre Administração Trump e Fed sobe de tom devido ao impacto das tarifas

Responsável do banco central dos EUA diz que há uma nova tentativa de condicionamento, depois de o principal conselheiro económico da Casa Branca ter criticado um estudo que diz que os custos das tarifas estão a ser suportados maioritariamente pelos norte-americanos.

Neel Kashkari é um dos presidentes das delegações regionais da Fed há mais tempo em funções
Neel Kashkari é um dos presidentes das delegações regionais da Fed há mais tempo em funções Michael Macor/AP
19 de Fevereiro de 2026 às 20:08

Agravou-se o conflito aberto entre a Administração Trump e a Reserva Federal (Fed): depois de o diretor do Conselho Económico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, ter criticado fortemente um estudo da Fed de Nova Iorque sobre o impacto das tarifas, o presidente da Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, contra-atacou e diz que esta é mais uma forma de condicionar a independência do banco central.   

“Este é mais um passo para tentar comprometer a independência da Fed”, disse Kashkari, um dos dirigentes regionais mais antigos da Fed. “Ao longo do último ano, vimos múltiplas tentativas de tentar condicionar a independência da Fed. Tudo se resume à política monetária”, atirou.  

Hassett disse que o estudo, , é “embaraçoso” e que os autores deveriam ser “disciplinados”, sugerindo uma punição dos investigadores.       

"O que eles fizeram foi apresentar uma conclusão que gerou muitas notícias altamente partidárias, com base numa análise que não seria aceite numa aula de economia do primeiro semestre", criticou Hasset, acrescentando que é "o pior estudo" que já leu na sua vida. 

Na resposta a Hassett, Kashkari também recordou do banco central. Powell disse que o processo é um pretexto para o penalizar por não cortar as taxas de juro com a rapidez e dimensão pretendidas por Donald Trump.  

As trocas de argumentos entre a Administração Trump e a Fed surgem num dia em que foram conhecidos os dados da balança comercial dos EUA, muito afetados pela política de tarifas instável de Trump. Os números revelaram que o deficit comercial atingiu os 901,5 mil milhões no ano passado, um dos maiores desde a década de 1960.

Os dados foram extremamente voláteis ao longo do ano, devido às ameaças constantes de imposição de tarifas por parte do Presidente dos EUA, depois de ter anunciado as chamadas “tarifas recíprocas” no “Dia da Libertação”, em abril de 2025. Os EUA acabaram por chegar a acordos comerciais com a maior parte dos países visados, mas as tarifas continuam a ser uma das armas mais utilizadas por Trump, aumentando a instabilidade nas trocas comerciais.

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