Política Monetária Trump: “Se a Fed tivesse feito o seu trabalho” bolsas estariam 5.000 pontos mais elevadas

Trump: “Se a Fed tivesse feito o seu trabalho” bolsas estariam 5.000 pontos mais elevadas

O presidente dos EUA volta a atacar o banco central do país, considerando-o culpado pelas bolsas não estarem a negociar em níveis históricos, muito acima dos máximos alguma vez registados.
Trump: “Se a Fed tivesse feito o seu trabalho” bolsas estariam 5.000 pontos mais elevadas
Reuters
Sara Antunes 14 de abril de 2019 às 19:00

Donald Trump voltou ao Twitter para atacar a Reserva Federal (Fed), afirmando que se não fosse o travão provocado pelo banco central, as bolsas estariam entre 5.000 e 10.000 pontos mais elevadas.

 

"Se a Fed tivesse feito o seu trabalho devidamente, o que não fez, o mercado de ações estaria mais alto entre 5.000 e 10.000 pontos e o PIB estaria bem acima dos 4% em vez de 3%... quase sem inflação." O aperto da política monetária "foi homicídio, devia ter feito precisamente o oposto!" 

Foi assim que Trump se voltou a dirigir à Fed, em mais um tweet que tem como objetivo pressionar o banco central, que inclusivamente já adiou as suas perspetivas de subidas de juros no país.

Tendo em consideração os valores de fecho dos três principais índices bolsistas dos EUA, 5.000 pontos a mais no S&P500 elevaria o índice para mais de 7.900 pontos, algo nunca antes visto. O máximo histórico deste índice não chega aos 3.000 pontos. Para chegar aos 7.900 pontos o S&P500 terá de escalar mais de 170%. O Dow Jones e o Nasdaq, para subirem 5.000 pontos, terão de valorizar menos, mas ainda assim terão de apreciar quase 19% e mais de 60%, respectivamente.
 

Estas palavras surgem depois de as suas últimas duas escolhas para a Fed, Herman Cain e Stephen Moore, terem sido alvo de críticas. Vários Republicanos sugeriram mesmo que o empresário Herman Cain pode não ser aprovado pelo Senado, explica a Bloomberg.

 

A agência de notícias americana adianta ainda que o presidente da Fed, Jerome Powel, terá dito há uns dias, num encontro do Partido Democrático que o banco central não cederá a pressões políticas, segundo duas pessoas que estavam nessa reunião.

 

Esta é apenas mais uma crítica de Trump a Powell, uma pessoas por si escolhida para liderar o banco central.

 




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