Política PSD e CDS exigem afastamento de Dijsselbloem

PSD e CDS exigem afastamento de Dijsselbloem

O CDS anunciou que vai apresentar um voto no parlamento exigindo a demissão do presidente do Eurogrupo, considerando inaceitáveis as declarações do ministro das Finanças holandês. PSD também pede afastamento de Dijsselbloem por declarações indignas e inaceitáveis.
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Lusa 22 de março de 2017 às 13:59

"As declarações do presidente do Eurogrupo são inaceitáveis e devem dar lugar à sua demissão imediata. Não aceitamos o preconceito que o ministro das Finanças holandês, do Partido Socialista, tem para com os países do Sul", afirmou o deputado centrista Pedro Mota Soares.

 

Além de considerar que as declarações são sexistas, ofendendo profundamente as mulheres e todos os portugueses, o deputado centrista referiu que denotam também "um preconceito de quem acha que os países do Sul trabalham pouco".

 

"Portugal, convém que nós lembremos, conseguiu em cerca de quatro anos, reduzir de mais de 11% para menos de 3% o seu défice, o que significa que houve um trabalho muito profundo feito do ponto de vista interno", afirmou.

 

"São declarações que são também sexistas e que ofendem profundamente as mulheres, os homens, os portugueses", frisou igualmente.

 

O BE também anunciou a apresentação de um voto de repúdio na Assembleia da República.

 

PSD também quer afastamento por declarações indignas e inaceitáveis

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, repudiou as declarações do presidente do Eurogrupo, que classificou como indignas e inaceitáveis, e defendeu o seu afastamento do cargo.

No início da sua intervenção no debate quinzenal com o primeiro-ministro, Luís Montenegro fez questão de fazer "um ponto prévio" sobre as declarações do ministro das Finanças holandês, Jeroen Dijsselbloem.

"Repudiamos com toda a veemência as declarações do presidente do Eurogrupo, venham de um socialista, como é o caso, ou de um responsável de outra família política, este tipo de declaração é impróprio, indigno e inaceitável", afirmou.

O líder da bancada do PSD criticou as declarações quer na forma, dizendo que "graçolas de mau gosto não se coadunam com a dignidade de cargos e instituições", quer no conteúdo.

"Não aceitamos que se desmereça o esforço e sacrifícios dos portugueses que, com muito esforço, contribuíram para a recuperação do país", defendeu.

"Quem não respeita isto só tem um caminho e o caminho é ir embora", disse, numa posição consonante com a do Governo português nesta matéria.

O Governo português, por intermédio do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, na terça-feira, e do primeiro-ministro, António Costa, hoje, já pediram o afastamento de Dijsselbloem da presidência do fórum de ministros das Finanças da zona euro, posição subscrita, também hoje em Bruxelas, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

"A Europa só será credível com um projecto comum no dia em que o senhor Djisselblom deixe de ser presidente do Eurogrupo e haja um pedido de desculpas claro, relativamente a todos os países e povos que foram profundamente ofendidos por estas declarações", disse António Costa.

Numa entrevista publicada na segunda-feira no jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung, Dijsselbloem afirmou: "Durante a crise do euro, os países do norte mostraram solidariedade com os países afectados pela crise. Como social-democrata, atribuo uma importância extraordinária à solidariedade. Mas também deve haver obrigações: não se pode gastar todo o dinheiro em copos e mulheres e depois pedir ajuda".

(Notícia actualizada às 16:35 com posição do PSD)




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