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Costa diz que é "uma política correta" evitar baixa nos impostos sobre combustíveis

Em debate na Assembleia da República, o primeiro-ministro referiu que "não houve qualquer alteração fiscal" imposta pelo Governo ao preço da gasolina e gasóleo, e que a única subida sentida se deveu à taxa de carbono.

Bruno Colaço
Joana Almeida JoanaAlmeida@negocios.pt 07 de Outubro de 2021 às 15:37
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O primeiro-ministro, António Costa, defendeu esta quinta-feira que é "uma política correta" evitar uma descida nos impostos aplicados sobre os combustíveis. O líder do Executivo socialista referiu que "não houve qualquer alteração fiscal" por parte deste Governo e que a única subida sentida se deveu à taxa de carbono.

"A emergência climática é uma emergência todos os dias, exige uma taxa de carbono, que vai continuar a aumentar. E é uma política correta não dar um único contributo para baixar a fiscalidade sobre os combustíveis carbonizados", disse António Costa, no debate bimensal na Assembleia da República.

O primeiro-ministro respondia assim a uma questão colocada pela deputada do CDS-PP, Cecília Meireles, que sublinhou que, com o adiconal ao Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) criado em 2016, um português que abasteça o depósito com 67 euros de gasolina, "quase 40 euros vão para o Estado". 

Em resposta à questão, António Costa começou por dizer que "não houve qualquer alteração fiscal por parte deste Governo" no que toca aos combustíveis, dizendo apenas que "o custo tributário" que tem subido nos preços dos combustíveis "é o que resulta da taxa de carbono". "Resulta e bem", salientou o primeiro-ministro. 

"É preciso os líderes políticos deixarem de ter dois discursos e deixem de fazer de sonsos perante a opinião pública. Não podem dizer durante metade da semana que há uma emergência climática e a outra metade da semana, dizer que não querem medidas para combate à emergência climática", acrescentou.
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