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Paulo Portas deixa um “enorme obrigado aos portugueses”

A pergunta era sobre a ADSE, mas Paulo Portas não resistiu a imitar Vítor Gaspar e disse que o Governo deve um “enorme obrigado” aos portugueses.

Miguel Baltazar/Negócios
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 21 de Julho de 2015 às 22:39
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Em 2012 foi Vítor Gaspar que se dirigiu aos portugueses em termos muito elogiosos: "o povo português revelou-se o melhor povo do mundo e o melhor activo de Portugal". Três anos volvidos, Paulo Portas, que não morria de amores pelo ex-ministro das Finanças, protagonizou um momento semelhante, na entrevista desta noite à SIC: "eu acho Governo deve, em geral ao país, um enorme obrigado de reconhecimento por aquilo que os portugueses fizeram".

 

Portas deixou este elogio depois de questionado pela jornalista Clara de Sousa sobre… a ADSE, que, recorde-se, terá sido sobre-financiada depois de o Governo ter aumentado as contribuições dos funcionários públicos de 2,5% para 3,5% (mesmo com o Presidente a vetar o aumento).

 

A propósito do subsistema de saúde da Função Pública, Portas garantiu que "o dinheiro das contribuições da ADSE é dos trabalhadores que contribuem, não há um cêntimo desviado da ADSE". Mais: "toda a vida as contas da ADSE fizeram parte do Orçamento [do Estado], reflectem-se no défice. Se forem melhores contas reflectem-se melhor, se forem piores, reflectem-se pior", resumiu.

 

Portas não deu como garantido que a ADSE não dê prejuízo este ano, porque as despesas com saúde não são estáticas, e porque este sistema "pode vir a aumentar os benefícios". O presidente do CDS disse, aliás, que tem uma "posição aberta" quanto à "abertura da ADSE a mais gente", ao "aumento de benefícios" e à "redução da contribuição".

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