PS admite rutura com o Governo devido ao Tribunal Constitucional. Orçamento em risco
Eleição dos três novos juízes para o Tribunal Constitucional foi adiada pela quarta vez devido a falta de acordo entre os partidos. PS exige nomear um dos novos juízes e diz que, se o PSD quer dar ao Chega a possibilidade de escolher um dos nomes, deve fazê-lo na sua "quota" de dois juízes.
- 12
- ...
O Partido Socialista (PS) admite romper o diálogo político com o Governo se for chumbado o nome que indicou para o Tribunal Constitucional, avança o Expresso esta sexta-feira. A decisão está tomada ao mais alto nível na direção do partido e, caso a escolha do PS para o Palácio Ratton seja rejeitada, pode estar em risco a aprovação do próximo Orçamento do Estado (OE2027).
A eleição dos três novos juízes para o Tribunal Constitucional foi adiada pela quarta vez na segunda-feira, por não haver acordo entre os partidos. O líder do PS, José Luís Carneiro, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, estiveram reunidos na quarta-feira, a pedido do PS, para ultrapassar o impasse na escolhas para os órgãos externos do Parlamento, em especial do Tribunal Constitucional. Porém, à saída, José Luís Carneiro afirmou que a reunião "não foi conclusiva".
A eleição dos novos juízes exige o voto favorável de dois terços dos deputados. Os socialistas exigem poder indicar quem substituirá o antigo nome escolhido pelo PS e que está agora de saída. Diz ainda que, se o PSD quiser abrir o Tribunal Constitucional à representação de alguém indicado pelo Chega, então o deverá fazer na sua "quota" dos dois juízes que estão em falta.