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Regionalista de Gaia lidera área metropolitana do Porto

Eduardo Vítor Rodrigues é o protagonista da nova liderança metropolitana, que volta a ser do PS quase duas décadas depois. Descentralizar e regionalizar vão ser "palavras de ordem" junto do Governo de António Costa.

Correio da Manhã
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 20 de Outubro de 2017 às 12:02
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Eduardo Vítor Rodrigues vai ser o novo presidente da Área Metropolitana do Porto (AMP), que, quase vinte anos depois, volta a ser liderada pelo PS na sequência da vitória eleitoral dos socialistas em nove dos 17 municípios desta região: Arouca, Gondomar, Matosinhos, Oliveira de Azeméis, Paredes, Santo Tirso, São João da Madeira, Valongo e Vila Nova de Gaia.

 

É precisamente o autarca da margem Sul do Douro – tomou o lugar de Luís Filipe Menezes há quatro anos e nas eleições de 1 de Outubro foi reeleito com 61,7% dos votos –, que sucede ao histórico Fernando Gomes, o último socialista a presidir a este órgão, entre 1992 e 1998, quando ocupava a Câmara do Porto. Desde aí que a gestão metropolitana estava nas mãos do PSD.

 

E o que pretende a nova liderança, protagonizada até 2021 por este sociólogo de formação, 46 anos, que faz parte do Secretariado Nacional, o órgão mais restrito de direcção do partido liderado por António Costa? O "mandato" conferido pelas Federações distritais do Porto e de Aveiro assenta sobretudo no designado Compromisso Metropolitano assinado em Julho pelos 17 candidatos socialistas às autárquicas.

 

"Na agenda da renovada liderança da AMP estará a política de descentralização e regionalização, assumindo a defesa da criação de verdadeiras autarquias metropolitanas, com legitimidade eleitoral, competências próprias, recursos adequados e autonomia administrativa e financeira", recorda a distrital portuense, que retoma a ideia de criar uma agência metropolitana em Bruxelas para "tornar os municípios mais proactivos e com uma maior capacidade de influenciar a distribuição de fundos comunitários".

 

 

Num vídeo publicado esta manhã, o líder da Federação do Porto, Manuel Pizarro, apresenta Eduardo Vítor Rodrigues como "a pessoa certa para liderar a nova ambição" que esta estrutura tem para a AMP. O candidato derrotado por Rui Moreira nas autárquicas da Invicta ambiciona "uma área metropolitana capaz de uma nova energia para melhorar a mobilidade, para atrair o investimento, para melhorar o ambiente e, sobretudo, para tornar este espaço territorial num espaço de coesão social".

 

Tapar o "fosso" com a regionalização

 

Após tomar posse em Gaia, esta quinta-feira, 19 de Outubro, Eduardo Vítor Rodrigues voltou a reclamar que a ausência das regiões está a criar "um fosso" no poder político. "Temos um poder nacional que também tem de tratar da relação com a União Europeia, a par das grandes questões económicas e internacionais, [é] um poder que está longe, no Terreiro do Paço. E, depois, temos um poder local que está a cuidar das coisas do dia-a-dia", argumentou.

 

Se o Governo não quiser "dar um voto de confiança aos autarcas", então "falta meter aqui algo no meio [entre o governo central e local] que não é a Área Metropolitana do Porto nem a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) para podermos começar a tratar de assuntos de maior planeamento e até de maior planeamento intermunicipal", concretizou o autarca, em declarações à Lusa.

As outras batalhas metropolitanas

Mobilidade e Transportes: combate à dependência do automóvel e promoção dos modos suaves e dos transportes públicos. Alargamento das redes da STCP e Metro e melhoria da gestão do estacionamento nos centros das cidades, com sistemas de elevada rotatividade, e nas periferias com aparcamentos a custo reduzido.

Ambiente: apostar na descarbonização da região, diminuindo a dependência energética de fontes não renováveis; criar uma rede de parques metropolitanos e transformar a AMP num território líder em matéria de protecção contra incêndios.


Ecossistema social: elaboração de uma Carta Social Metropolitana, documento que pretende que seja "agregador de vários elementos fundamentais à coesão, contribuindo para a definição de prioridades e mapeamento integrador das respostas sociais".

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