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Santana pede a Marcelo para "não exagerar" na solidariedade com o Governo

O líder da Aliança, Pedro Santana Lopes, pediu ao Presidente da República para não exagerar na solidariedade com o Governo, ao aludir à convergência de Marcelo Rebelo Sousa com o executivo na questão da greve dos enfermeiros.

António Cotrim/Lusa
Lusa 10 de Fevereiro de 2019 às 03:15
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"Sempre defendi e defendo a solidariedade institucional entre Presidente da República e Governo, mas não é preciso exagerar, é preciso equilíbrio", acentuou Pedro Santana Lopes na sua primeira intervenção no congresso fundador da Aliança, que decorre em Évora até este domingo.

 

O antigo primeiro-ministro disse não ter gostado de ver Marcelo "saltar como saltou" na questão da greve dos enfermeiros, recordando que o executivo de António Costa trata com "dois pesos e duas medidas" a bastonária da Ordem e o "senhor da Fenprof".

 

Santana Lopes elogiou, contudo, a seriedade e a competência do Presidente da República, mas recusou-se a dar-lhe apoio antecipado, até porque "o homem ainda não decidiu se se recandidata ou não".

 

"Nesta altura, o que tenho de dizer ao Sr. Presidente da República é que vamos ser exigentes com ele", sublinhou, ressalvando, contudo, que a Aliança está "ao lado" de Marcelo.

 

"A Aliança não é oposição ao sr. Presidente da República, nem quer ser", frisou, lembrando que tem estado ao lado de Marcelo quando este tem sido atacado, nomeadamente nos casos do bairro da Jamaica, no Seixal, ou no caso do furto de armas em Tancos.

 

"Confesso que estou esmagado"

 

O líder da Aliança assumiu esta noite estar esmagado pelas intervenções ouvidas no congresso fundador, defendendo que a política "com P grande" tem de ser "uma regra sagrada" do partido.

 

"Confesso que estou esmagado pelo que tenho visto. Esmagado no bom sentido", acentuou o antigo primeiro-ministro, numa sua primeira intervenção, ou conversa, como preferiu classificá-la, já passava das 22:00, no congresso fundador da Aliança.

 

Santana Lopes refutou a ideia de que a Aliança nasceu "por causa de uma pessoa" ou "de lugares" - "Que se desengane" - sublinhando que bastaria a "presença impressionante" dos militantes para perceber que "não é o partido de uma pessoa só".

 

"A política é bonita! A política com P grande. E essa tem de ser uma regra sagrada da Aliança", concretizou, depois de elogiar o "trabalho obviamente coletivo" e o "modo de intervenção cívica" e de "serviço à comunidade" demonstrado pelos militantes do novo partido, que tem a sigla A.

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