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Fórum Manifesto assume que marcará presença nas próximas legislativas

O movimento que inclui nomes como o de Ana Drago e Daniel Oliveira quer criar uma plataforma política à esquerda mas ainda não esclarece se admite avançar isoladamente para a constituição enquanto partido. Certa é presença nas próximas eleições parlamentares.

Pedro Elias/Negócios
David Santiago dsantiago@negocios.pt 23 de Julho de 2014 às 22:14
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Para já, a tendência Fórum Manifesto, que nasceu do Política XXI, fundado por Miguel Portas e que participou na criação do Bloco de Esquerda, garante a presença nas próximas eleições legislativas.

 

Ana Drago (na foto), ex-deputada do Bloco e uma das figuras de proa deste movimento, explicou ao que vêm. Primeiro defendeu "a criação de uma plataforma o mais alargada possível", esclarecendo de seguida não achar "que isso seja possível sem ir a votos".

 

No debate organizado esta quarta-feira na Casa da Imprensa, alguns dos nomes mais sonantes deste movimento explicaram a oportunidade. O comentador e também ex-dirigente do Bloco, Daniel Oliveira, lembrou a algumas vozes críticas que "dizem que estamos com pressa a mais", que tal apenas acontece devido à situação a que o país chegou. "Por isso temos pressa, mas essa pressa não nos retira o horizonte para o futuro", garantiu.

 

Drago concorda e acrescenta crer "que não nos podemos dar ao luxo de esperar", até porque acredita que "este é o momento para um conjunto de pessoas de esquerda se organizarem politicamente".

 

O movimento político de esquerda Livre, que encabeçado por Rui Tavares falhou a eleição de um deputado para o Parlamento Europeu no passado mês de Maio, foi uma constante ao longo do debate. Ficou no ar a ideia de que existem várias pontes que ligam o movimento de Tavares ao Fórum Manifesto, até pela presença de vários elementos do Livre neste debate.

 

Ainda assim, Ana Drago quis deixar claro que para já o objectivo central passa por não excluir ninguém: "Temos que ser capazes de construir compromissos à esquerda com todos, repito, com todos que estejam disponíveis para reverter este retrocesso civilizacional e desmantelamento do Estado Social".

 

José Reis, professor catedrático na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, alinhou pelo mesmo diapasão e sublinhou a necessidade de constituir "uma esquerda que não exclui nem o Bloco nem o PCP". Por isso defende que "é preciso um acordo mínimo" entre as várias esquerdas.

 

Apesar da importância de criar compromissos, Daniel Oliveira garantiu que o processo ainda será longo mas assegurou desde logo que "o meu objectivo não é convencer António Costa ou António José Seguro", mas "convencer os portugueses". Para já é preciso esperar porque "o PS passa por um debate interno que será fundamental", elucida Ana Drago.

 

Apesar das diferenças entre as várias forças partidárias e movimentos políticos à esquerda, o Fórum defende que é possível estabelecer compromissos. Oliveira sublinha precisamente que "os compromissos negoceiam-se com quem pensa de maneira diferente da nossa".

 

O que nenhum dos elementos do Fórum Manifesto quis esclarecer foi se haveria disponibilidade, caso falhem as tentativas de criação de uma plataforma alargada, de constituição deste mesmo movimento enquanto partido. "Acho que em Setembro é possível ter uma posição mais clara", esclareceu a ex-militante do Bloco.

 

(Notícia corrigida às 17h30: Rui Tavares não conseguiu eleger nenhum membro para o Parlamento Europeu nas eleições de Maio passado)

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