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EMA vai incluir tromboembolia na lista de efeitos secundários da vacina da AstraZeneca

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) vai acrescentar a possibilidade de tromboembolia na lista de efeitos secundários possíveis depois de tomada a vacina da AstraZeneca.

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João Ruas Marques 07 de Abril de 2021 às 15:14
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A Agência Europeia do Medicamento (EMA) anunciou esta quarta-feira que observou uma possível relação entre as vacinas contra a covid-19 formuladas pela AstraZeneca e os vários casos de coágulos sanguíneos e tromboembolia relatados. Contudo, isso não terá influência na distribuição e comercialização da vacina, uma vez que a única alteração é a inclusão destes sintomas na lista de efeitos secundários.

Segundo a diretora executiva da EMA, Emer Cooke, o "comité de segurança confirmou que os benefícios na prevenção da doença ultrapassam os riscos dos efeitos secundários", uma vez que não foi possível confirmar uma relação entre "fatores de risco específicos, tais como a idade, género ou historial médico de coágulos, já que os eventos foram relatados entre todas as idades, homens ou mulheres".

"Esta vacina provou ser altamente eficaz a prevenir o estado grave da doença e a hospitalização. As vacinas são muito importantes e precisamos de usar as que temos para combater os efeitos devastadores da pandemia", acrescentou.



De acordo com Sabine Straus, diretora do gabinete de farmacovigilância da EMA, "estes sanguíneos são efeitos secundários muito raros da vacina", sendo que as descobertas mais recentes "não alteraram nenhuma das recomendações".

Posto isto, a diretora de farmacovigilância acredita que "é de grande importância que os profissionais de saúde e os futuros vacinados estejam cientes destes riscos e procurem por possíveis sinais ou sintomas que geralmente ocorrem nas primeiras duas semanas após a vacinação". 

Ainda assim, Emer Cooke admite que as recomendações hoje em prática possam não ser as mesmas à medida que são recolhidas informações: "A situação desenvolve-se à medida que vamos tendo informação disponível, vacinas disponíveis e diferentes grupos de risco identificados e a vacinação geral da população variar. Por isso, podemos esperar novas recomendações à medida que o tempo passa".

A decisão da EMA surgiu no seguimento dos já 212 casos de coágulos sanguíneos relatados por toda a Europa - 18 foram fatais. Esta terça-feira o coordenador da Estratégia para as Ameaças de Saúde e Vacinas da Agência Europeia do Medicamento (EMA), Marco Cavaleri terá dito ao jornal italiano Il Messagero que, "é claro que há uma associação com a vacina [e os casos relatados de coágulos no sangue]".


Segundo a mesma fonte, "entre os vacinados, há mais casos de trombose cerebral em pessoas mais jovens do que seria de esperar" mas, admite, "ainda não sabemos, contudo, o que causa esta reação".

Vacina da Johnson&Johnson sob escrutínio
Outra preocupação que surgiu recentemente prende-se com o uso da vacina da Johnson&Johnson na Europa, à qual foram já associados três relatos de tromboembolia. Contudo, 
o volume de casos é ainda muito pequeno para permitir retirar conclusões, mas a EMA garantiu que estão a ser tomadas providências.

Esta vacina utiliza uma tecnologia muito semelhante à da AstraZeneca, baseada no mesmo vetor viral. São as duas únicas do género autorizadas na Europa. 

Na Europa esta vacina já foi administrada a cerca de 4,5 milhões de pessoas.
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