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Fundo brasileiro oferece 100 milhões a Roquette pela Quinta do Crasto

Propriedade do casal Leonor e Jorge Roquette, trata-se de uma das principais produtoras e marcas de vinho portuguesas.

Negócios jng@negocios.pt 13 de Novembro de 2021 às 17:34
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Situada na margem direita do Douro, em Gouvinhas, concelho de Sabrosa, a Quinta do Crasto, uma das principais produtoras e marcas de vinhos portuguesas, é desde 1981 controlada por Jorge Roquette e a sua mulher Leonor, neta de Constantino Almeida, o célebre criador do brandy Constantino.

 

Ora, "há muito tempo que circulam rumores sobre a venda da duriense Quinta do Crasto a compradores estrangeiros", e, "nas últimas semanas, a hipótese de venda a um fundo brasileiro ganhou força", revela o jornalista e produtor de vinhos Pedro Garcias, no Fugas, suplemento do diário Público.

 

"Apesar de a família Roquette, a proprietária, continuar a desmentir o negócio junto dos colaboradores mais próximos", Garcias avança que "a proposta que estará em cima da mesa superará mesmo os 100 milhões de euros, um valor impressionante que, a confirmar-se, elevaria de forma considerável a fasquia das transações no Douro", realça, na sua crónica Elogio do Vinho, publicada no Fugas, este sábado, 13 de novembro.

 

"Para a realidade duriense, o valor que estará a ser oferecido pela empresa não deixa de ser extraordinário. Mas, em algumas regiões francesas, como Champanhe, por exemplo, 100 milhões de euros não chegavam para comprar 100 hectares da melhor vinha. Em certos lugares de Bordéus e da Borgonha não chegavam sequer para comprar 50 hectares de vinha", enfatiza Pedro Garcias, afiançando que, "nos próximos anos, muito mais quintas [no Douro] mudarão de dono".

 

Segundo o mesmo jornalista e produtor de vinhos, a Quinta do Crasto, "além da quinta-mãe, que começou com cerca de 20 hectares e que hoje ascende já a 136 hectares, dos quais 74 são de vinha, possui ainda a Quinta da Cabreira, no Douro Superior, com 114 hectares de vinha (foi construída de raiz)".

 

Entre vinho DOC Douro e Porto, a empresa "engarrafa já cerca de 1,5 milhões de garrafas (também produz anualmente cerca de 65 mil garrafas de azeite virgem extra) e tem em cave perto de 3.500 barricas. São números que ajudam a explicar o apetite de investidores estrangeiros", conclui.

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