Aumento dos combustíveis "completamente incomportável" para TVDE. Motoristas pedem subida de tarifas
Com o aumento acentuado dos preços dos combustíveis, vários setores têm acusado dificuldades - das empresas que fazem transporte rodoviário de passageiros aos taxistas. Agora, os motoristas de TVDE juntam-se ao coro: dizem que as plataformas têm de subir as tarifas, de modo a mitigar a subida do gasóleo e gasolina, que recai agora totalmente sobre os condutores.
A Associação Portuguesa de Transportadores em Automóveis Descaracterizados (APTAD) escreveu uma carta aberta às plataformas Uber e Bolt, pedindo que subam o preço das viagens. "São os motoristas e as empresas operadoras que acabam por suportar este aumento brutal dos custos, o que é completamente incompreensível", diz Ivo Miguel Fernandes, presidente da APTAD, em entrevista ao programa do Negócios no canal NOW.
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O combustível pesa agora "muito perto dos 30%" na operação destes trabalhadores, "num setor que já tinha as margens completamente esmagadas". "Estamos a falar em perto de 25.000 famílias que, de um momento para o outro, já trabalhavam horas em excesso e veem-se agora a braços com um aumento brutal dos custos e basicamente encurralados entre cessar a atividade ou então ter que trabalhar ainda mais horas, o que é completamente inconcebível", lamenta. A vantagem, lembra, fica do lado de quem já conseguiu mudar a frota para carros elétricos, mas tal ainda representa menos de metade do total da frota de TVDE em Portugal.
Ivo Miguel Fernandes diz que as plataformas argumentam que se há motoristas a aceitar as viagens é porque o preço é correto. "Ora, não pode ser assim que tem que ser visto este setor, porque há sempre alguém que, em caso de aflição, é capaz de trabalhar mais horas", comenta. "Claro que exigimos às plataformas que aumentem os valores das tarifas", insiste.
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Além do aumento dos preços das viagens, a APTAD quer ainda que se suspenda a entrada de novos veículos. "Há neste momento cerca de 50 a 60% mais veículos do que aqueles que são necessários para fazer as viagens e, portanto, esse excesso de oferta basicamente comprime artificialmente as tarifas. É isso que tem que ser evitado", defende.
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