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PSA e Fiat estão "de prego a fundo" para a fusão, diz Carlos Tavares

Apesar da pandemia da covid-19, que está a atingir duramente o setor automóvel, o grupo PSA e a Fiat Chrysler estão "a acelerar" o processo, diz Carlos Tavares.

Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 09 de Abril de 2020 às 21:44
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Numa altura em que o setor automóvel enfrenta uma profunda crise devido à pandemia da covid-19, o grupo PSA (Peugeot, Citroën, DS e Opel) e a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) estão a acelerar o processo de fusão que dará origem ao quarto maior grupo automóvel mundial.

Na última reunião entre as equipas das duas fabricantes automóveis para a fusão, a 31 de março, o CEO do grupo francês, Carlos Tavares, indicou que os trabalhos estão "a acelerar", de acordo com uma citação das atas, a que a AFP e a Reuters tiveram acesso.

"As boas fadas do casamento entre a PSA e a FCA não têm motivo para se preocuparem", disse Tavares.

"O trabalho das equipas no projeto de fusão é um fator-chave para ambas as empresas. Quanto mais cedo estiver concluído melhor. As equipas têm mantido e até acelerado o ritmo dos trabalhos durante a crise para concluir o processo", acrescentou.

O projeto de fusão foi anunciado oficialmente no final de outubro e o calendário previsto então indicava o início de 2021, o mais tardar, para a concretização da operação.

A pandemia da covid-19, contudo, forçou a paragem da produção automóvel em quase todo o mundo e as vendas afundaram em março, o que levou a fortes perdas nas ações das empresas do setor.

O novo cenário obrigou a rever as condições financeiras da fusão, refere a AFP, citando fontes que estão a trabalhar no negócio.

O projeto de fusão previa o pagamento de 1,1 mil milhões de euros em dividendos aos accionistas de cada empresa, relativos a 2019. No entanto, o governo francês tem pressionado as empresas para que não distribuam dividendos, em particular aquelas que pretendam recorrer a apoios estatais.

Contudo, um porta-voz da PSA disse à AFP que "os dividendos são parte do projecto e o pagamento dos dividendos não foi colocado em causa". Essa matéria, acrescentou, será discutida na assembleia-geral de acionistas, agendada para junho.

"Não vi nenhum sinal de que os termos do acordo venham a ser reabertos", reforçou.

Mas, os analistas da Jefferies consideram que "será incontornável" proceder a ajustamentos no projeto de fusão original, particularmente no que concerne ao pagamento pela FCA de um dividendo extraordinário de 5,5 mil milhões de euros aos seus acionistas e à distribuição da PSA da sua participação de 46% no capital da Faurecia, fabricante de componentes, aos acionistas do grupo liderado por Carlos Tavares.

No entanto, as ações da Faurecia desvalorizaram bastante face à data do anúncio da fusão, pelo que a operação é agora mais desvantajosa para os acionistas da PSA, indicam os analistas.

Desde o início do ano, as ações da Faurecia acumulam uma queda de 36%, tendo chegado a perder 53,4%, no fecho da sessão de 18 de março.

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