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Volkswagen poderá expandir produção para fora da Europa se guerra na Ucrânia continuar

O alerta foi dado pelo CEO da marca alemã, Herbert Diess, numa altura em que a empresa vê a produção em algumas fábricas abrandar, à medida que o conflito na Ucrânia agrava (ainda mais) a crise nas cadeias de abastecimento que afeta o setor automóvel.

Fábio Carvalho da Silva fabiosilva@negocios.pt 15 de Março de 2022 às 12:05
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A Volkswagen (VW) poderá expandir a produção para fora da Europa se o conflito na Ucrânia continuar, alertou o CEO da marca alemã, Herbert Diess, citado pelo Financial Times (FT).

Questionado por jornalistas sobre o que a empresa fará se a guerra continuar a assolar o bloco, o CEO foi assertivo: "com certeza que teremos de pensar em mais investimentos nos EUA e no estrangeiro", embora tenha sublinhado "que os efeitos do conflito ainda não podem ser avaliados para já".

 

A invasão russa da Ucrânia forçou a VW a demorar a produção em algumas fábricas na Alemanha, devido à falta de componentes. Para responder a esta situação, uma task force de 150 pessoas em Wolfsburg está à procura de outros fornecedores. Segundo Diess, a marca alemã deslocou produção de 100 mil veículos para as Américas e China, a fim de contornar a crise nas cadeias de abastecimento que se faz sentir.

 

Na semana passada, Diess aleertou, em entrevista ao Financial Times, que uma guerra prolongada no tempo poderia ter um impacto maior na economia mundial que a própria pandemia.

Apesar da crise nas cadeias de abastecimento, agravada pela pandemia, o EBITDA (lucros antes de juros, impostos e amortizações) da Volkswagen ultrapassou os 20 mil milhões de euros o ano passado, quase o dobro do ano anterior, e um crescimento significativo face aos 18,4 mil milhões de euros registados em 2019, quando vendeu 2,4 milhões de veículos a mais.

 

A  Porsche continuou a ser a grande contribuinte da rentabilidade da marca alemã  com uma margem financeira de 16,5%, impulsionada pelas entregas recordes na China. A empresa disse que ainda planeia uma oferta pública inicial da marca de luxo até o final deste ano.

 

A empresa confirmou nesta terça-feira que estava a ultimar as negociações que têm em vista  a construção de uma fábrica de baterias na Espanha, juntando-se assim às novas instalações que estão a ser construídas na Suécia e na Alemanha.

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