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Andrea Orcel pede indemnização de mais de 100 milhões ao Santander

O gestor era a escolha do Santander para ocupar o cargo de CEO. Mas o banco acabou por voltar atrás quando se apercebeu que teria de pagar 50 milhões de euros ao ex-UBS. Agora, Andrea Orcel exige ser indemnizado.

Fernando Villar/EPA
Negócios jng@negocios.pt 03 de Julho de 2019 às 09:49
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Andrea Orcel prometeu e agora cumpriu. O gestor pede uma indemnização de mais de 100 milhões de euros ao Santander por violação do contrato depois de o banco ter recuado, no início do ano, na sua decisão de contratá-lo para ocupar o cargo de CEO. 

Conforme avança o jornal espanhol El Confidencial, o banqueiro exige que o contrato seja cumprido, ou seja, que o banco o contrate. Caso contrário, pede uma indemnização por danos que inclui o salário que não recebeu no UBS e que poderia ter recebido no Santander, segundo fontes citadas pela publicação.

Foi em janeiro que o Financial Times avançou que Orcel se preparava para apresentar em tribunal um processo contra o Santander. Isto depois de o banco ter decidido voltar atrás na sua decisão de contratar o gestor para o cargo de CEO quando se apercebeu que teria de pagar 50 milhões de euros para compensar a sua saída do UBS. 

O jornal referiu ainda que Orcel estaria a abordar vários advogados em Espanha, devendo alegar que houve uma violação do contrato assinado com o banco liderado por Ana Botín. O El Confidencial adianta esta quarta-feira que a defesa do banco está nas mãos da sociedade de advogados Uría Menéndez. 

 

Já o antigo responsável pela banca de investimento do UBS "acredita ter um caso forte", referiu uma das fontes, em janeiro, porque recebeu um contrato do Santander no qual o banco espanhol concordou com um pacote avaliado em 50 milhões de euros. Um valor que fica muito acima do que era previsto pelo banco.

 

De acordo com o Expansión, o Santander teria um orçamento de cerca de 40 milhões de euros para contratações entre 2018 e o início de 2019.

A promessa de processar o Santander foi feita no mesmo mês em que o banco decidiu retirar a oferta a Orcel por considerar "inaceitável para um banco comercial como o Santander suportar este custo". Neste contexto, "o conselho de administração considera que não seria adequado manter esta nomeação", referiu o Santander. Andrea Orcel foi nomeado em setembro do ano passado.
 

Já o UBS disse ter aplicado as "regras dos planos de compensação" de forma "transparente com ambos os lados antes de as decisões terem sido tomadas".

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