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ASF: Produção nos seguros cai nos primeiros seis meses do ano

A produção global de seguro direto relativa à atividade em Portugal diminuiu cerca de 27,5%, face ao semestre homólogo de 2019, mostram os dados do regulador. Já as contribuições para fundos de pensões cresceram.

Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 25 de Agosto de 2020 às 13:02
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O relatório sobre a evolução da atividade seguradora relativo ao primeiro semestre deste ano, publicado esta terça-feira pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), vem revelar uma quebra da produção em Portugal.

"No primeiro semestre de 2020, a produção global de seguro direto relativa à atividade em Portugal diminuiu cerca de 27,5%, face ao semestre homólogo de 2019", de acordo com o regulador dos seguros.

Esta evolução, explica a ASF, "reflete um comportamento distinto dos diferentes ramos: enquanto o ramo vida apresenta um decréscimo de 50%, os ramos Não Vida apresentam uma evolução positiva, com um crescimento de 4,8% no mesmo período".

"Nas empresas sob supervisão prudencial da ASF (empresas nacionais), os ramos Não Vida apresentaram um crescimento de 5,5%, enquanto o ramo Vida teve um decréscimo de 51,2%. As sucursais de empresas da União Europeia a operar em Portugal (sucursais da UE) registaram um decréscimo de 30,6% no ramo Vida tendo a produção dos ramos Não Vida apresentado um ligeiro crescimento de 0,9%", detalha o regulador no relatório publicado esta terça-feira. 


Rácios das seguradoras recuam
De acordo com os dados divulgados pelo regulador, o valor das carteiras de investimento das empresas de seguros sob supervisão prudencial da ASF totalizou cerca de 51 mil milhões de euros em junho, o que representa uma descida da 3,7% face ao final do ano anterior.

No mesmo período, as provisões técnicas, cujo valor foi de 45,3 mil milhões de euros, apresentaram uma diminuição de 2,5% face ao final de 2019.

Já o rácio de cobertura do Requisito de Capital de Solvência (SCR) – medida do montante de fundos próprios necessários para a absorção das perdas resultantes de um evento de elevada adversidade (VaR 99,5%, um ano) e que resulta da agregação das cargas de capital relativas aos vários riscos a que as empresas de seguros se encontram expostas – foi de 165%, refletindo uma diminuição de 13 pontos percentuais, face ao final de 2019, adianta a ASF. 

Por outro lado, o rácio de cobertura do Requisito de Capital Mínimo (MCR) – o nível mínimo de fundos próprios abaixo do qual se considera que os tomadores de seguros, segurados e beneficiários ficam expostos a um grau de risco inaceitável – foi de 462%, o que reflete uma descida de 33 pontos percentuais em comparação com o final do ano anterior.

Contribuições para fundos de pensões sobem
Além dos dados sobre a produção de seguros, a ASF revelou ainda que as contribuições para os fundos de pensões subiram 40,2% nos primeiros seis meses do ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior. 

"No primeiro semestre de 2020, o número de fundos de pensões sob gestão passou de 232 para 233, na sequência da extinção de dois fundos de pensões fechados e da constituição de três fundos de pensões PPR", indica a ASF esta terça-feira.

"Os benefícios pagos registaram um crescimento de 3,2%, face ao primeiro semestre do ano anterior", enquanto os "montantes geridos pelos fundos de pensões registaram um acréscimo de 0,6% em relação ao final de 2019, totalizando cerca de 21,7 mil milhões de euros", conclui o regulador dos seguros. 

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