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Bankinter: Compra do EuroBic pelo Abanca resolve "alguma instabilidade"

Alberto Ramos, responsável pelo Bankinter em Portugal, vê a compra do EuroBic pelos galegos do Abanca como algo positivo e que permite resolver "o problema de alguma instabilidade" no setor. Sobre o Novo Banco, não exclui olhar para este dossiê.

Mariline Alves
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 11 de Fevereiro de 2020 às 12:23
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Alberto Ramos, CEO do Bankinter Portugal, considera que a compra do EuroBic pelo Abanca permite ajudar a estabilizar o sistema financeiro, no seguimento do caso Luanda Leaks. E não afasta a possibilidade de vir a analisar a compra do Novo Banco, quando este processo arrancar. 

A compra do EuroBic pelo grupo galego "permite resolver o problema de alguma instabilidade" no setor, afirmou Alberto Ramos, na apresentação dos resultados do Bankinter Portugal em 2019, notando que o crescimento do Abanca em Portugal não preocupa o Bankinter. "O facto de a concorrência ser mais ou menos forte não é determinante para o nosso caminho", sublinhou. 
Questionado sobre se o Bankinter Portugal foi um dos interessados na compra do EuroBic, Alberto Ramos afirmou apenas que "olhamos para todas as oportunidades que existem no mercado". 
Uma das oportunidades que virá a ficar em cima da mesa será a compra do Novo Banco. Sobre esta questão, o CEO do Bankinter Portugal referiu que "é natural que venha a estar no mercado", algo que deverá acontecer em 2021. Nessa altura, "estaremos atentos a essa oportunidade". Neste momento, o "caminho orgânico é o que nos faz sentido". 

Lucros crescem à boleia do controlo de custos
O banco obteve lucros antes de impostos de 65,6 milhões de euros no ano passado, à boleia de um crescimento do negócio e controlo dos custos, explicou Alberto Ramos, CEO do Bankinter Portugal, na apresentação aos jornalistas. Este desempenho que representa um crescimento de 9% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Neste período, o volume de negócio cresceu 12,2% para 14,7 mil milhões de euros. O crédito total avançou 12,1% para 6,5 mil milhões de euros, enquanto os recursos aumentaram 6,8% para 4,7 mil milhões de euros.
Olhando para a margem bruta de negócio, esta cresceu 17% para 129,1 milhões de euros, ao passo que os custos operacionais recuaram 2,3% para 86,2 milhões de euros. Uma descida que, de acordo com Alberto Ramos, se justificou com uma mudança do modelo operativo e canalização de recursos. 

O valor dos lucros para Portugal já tinha sido revelado quando o grupo divulgou as suas contas para 2019. No conjunto do ano, o Bankinter registou um resultado positivo de 550,7 milhões de euros, o que representa um crescimento de 4,6% relativamente ao ano anterior e um valor recorde para a instituição.

(Notícia atualizada.)
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