Banca & Finanças BCP chega a acordo com sindicatos sobre aumentos salariais

BCP chega a acordo com sindicatos sobre aumentos salariais

O BCP chegou a acordo com o Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI) e com o Sindicato dos Bancários do Centro (SBC) sobre a revisão das tabelas salariais deste ano.
BCP chega a acordo com sindicatos sobre aumentos salariais
Miguel Baltazar
Rita Atalaia 12 de setembro de 2019 às 16:17

O BCP chegou a acordo com o Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI) e com o Sindicato dos Bancários do Centro (SBC) sobre a revisão das tabelas salariais referentes a este ano e o pagamento de retroativos relativos a 2018.

O acordo foi anunciado esta quinta-feira, 12 de setembro, pelos dois sindicatos num comunicado enviado às redações. "Estes sindicatos prometeram aos sócios que não desistiriam da negociação até obterem aumentos superiores aos 0,6% fixados pelo BCP, do mesmo modo que pretendiam o pagamento de retroativos a janeiro de 2018 e não a janeiro deste ano, como propunha o banco", afirmam. 

O acordo definiu que, até ao nível 6, o aumento será de 1,5%, enquanto do nível 7 ao 20, este será de 1%. Já o subsídio de almoço passa a ser de 9,65 euros e o subsídio de nascimento de 750 euros. 

"Embora reconhecendo que ainda há muito caminho a percorrer, os sindicatos consideraram de toda a justiça a urgência de aumentar os trabalhadores e, sobretudo, os cerca de 17.000 reformados, sem aumentos desde 2010", dizem os dois sindicatos bancários. 

 

Quanto à revisão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), ambos os sindicatos dizem estar a preparar uma "revisão global do ACT em vigor, tendo a administração do banco assumido o compromisso de se empenhar rapidamente no processo". 

O SBSI e o SBC recusaram, em junho, a proposta de aumentos salariais apresentada pelo banco, que passava por uma atualização de 0,6%. Em comunicado, os sindicatos disseram ter reiterado a "necessidade de haver aumentos salariais para ativos e reformados" do BCP, sendo que o banco disse "não ser possível ir além de 0,6%".

Os sindicatos "deixaram claro" que "não é aceitável" um aumento de 0,6%, pelo que apresentaram duas propostas alternativas. A primeira contemplava "um acordo para dois anos (…) com aumentos salariais para 2019 e 2020", em linha com a proposta do ACT do setor bancário, além de um aumento do subsídio de refeição para dez euros.

A segunda proposta passava por um "valor mínimo fixo de aumento" de salários, cujo montante não foi revelado. Segundo os sindicatos, a administração do BCP "mostrou disponibilidade para analisar ambas as propostas, ficando de calcular o impacto e consequentemente a viabilidade" destas duas propostas.




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