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CaixaBank/BPI: Moratórias mantêm incerteza sobre níveis de provisões no BCP

Os analistas do CaixaBank/BPI afirmam que os resultados para o primeiro semestre, apresentados pelo BCP na terça-feira, ficaram acima do esperado.

Lusa
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 29 de Julho de 2020 às 10:42
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A sustentabilidade do nível atual de provisões no BCP é o "grande ponto de interrogação" para os analistas do CaixaBank/BPI. Isto num período marcado pela criação de medidas, nomeadamente moratórias no crédito, para apoiar as famílias e empresas mais penalizadas pela pandemia. 

"Os resultados do segundo trimestre de 2020 ficaram acima das expectativas, com as receitas core e os custos a permitirem uma melhoria do lucro antes de provisões", começam por afirmar os analistas do CaixaBank/BPI, numa nota enviada aos clientes, a que o Negócios teve acesso.

Agora, dizem, "o ritmo a que isto se traduz no EPS [lucro por ação] vai depender da evolução do custo de risco e da qualidade dos ativos, com a sustentabilidade do atual nível de provisionamento a ser o grande ponto de interrogação". 

Os lucros do BCP caíram 55% no primeiro semestre do ano, para 76 milhões de euros. Isto depois de o banco liderado por Miguel Maya ter reforçado as imparidades em mais de 100 milhões de euros nos primeiros seis meses, para responder à crise provocada pela pandemia. 

"Esta incerteza é reforçada pelo facto de 23% dos empréstimos em Portugal terem sido alvo de algum tipo de moratória", rematam os analistas. As ações do BCP estavam, há pouco, a cair 0,59% para 10,10 cêntimos. 

Foi em março que o Governo criou uma moratória legal que dá mais tempo às famílias e empresas para pagarem as suas dívidas junto dos bancos. Uma solução que foi entretanto prolongada até março do próximo ano e que inclui agora mais clientes e mais créditos, nomeadamente crédito ao consumo para educação e segundas casas.

O BCP já aprovou mais de 120 mil moratórias (pública e privada), no valor de quase 9 mil milhões de euros. Deste total, o banco aprovou mais de 97 mil moratórias às famílias, no valor de 4 mil milhões de euros. De acordo com o BCP, 57.727 moratórias correspondem à solução do Governo, enquanto as restantes foram pedidas no âmbito da iniciativa da Associação Portuguesa de Bancos. 

Foram ainda aprovadas mais de 26.500 moratórias às empresas, no valor de 4,7 mil milhões de euros.
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