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Ex-administrador garante que quem defendia operações na CGD era Cabral dos Santos

Francisco Bandeira, ex-vice-presidente da CGD, garante que quem apresentava e defendia as operações na Caixa era o ex-diretor Cabral dos Santos, contrariando o que foi dito pelo responsável. 

Francisco Bandeira
Lusa
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 05 de Junho de 2019 às 21:26
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Francisco Bandeira, ex-vice-presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), afirma que quem apresentava e defendia as operações no banco estatal era o ex-diretor Cabral dos Santos, contrariando o que foi dito pelo responsável pelas grandes empresas na sua audição no Parlamento.

 

"Fiquei estupefacto com essa afirmação", responde Francisco Bandeira na comissão parlamentar de inquérito a gestão da CGD a Paulo Sá. Isto depois de o deputado do PCP ter recordado que Cabral dos Santos, ex-diretor das grandes empresas, disse, na sua audição, que "apresentava as operações, mas não as defendia".

 

"Está a desmentir Cabral dos Santos?", pergunta Paulo Sá. "Não disse isso. Mas não percebi essa nuance reativa de que a apresentação não fosse uma defesa. É algo novo para mim. Quem tinha de ir a jogo era a pessoa que tinha o pelouro. As operações não são filhas de pai incógnito", responde Bandeira.

 

E acrescenta: "Quem apresenta as operações, apresenta porque as defende ou acredita nelas".

 

O ex-administrador contraria, assim, aquilo que foi afirmado por Cabral dos Santos quando esteve na comissão. O responsável vai ser novamente confrontado pelos deputados quando regressar ao Parlamento a 18 de junho, numa das últimas audições agendadas para esta iniciativa. 

 

Na mesma audição, Bandeira afirmou ainda que a tomada de decisão na Caixa era "muitíssimo transparente". "O processo de decisão na CGD era, do meu ponto de vista, bem informado, livre de interesse pessoal, usando critérios de racionalidade e seguindo as regras", referiu o ex-vice-presidente, notando que este processo de tomada de decisão "era assente em propostas bem elaboradas".

 

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