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Deputados aprovam regresso de Constâncio à comissão de inquérito da CGD

O ex-governador do Banco de Portugal vai ter de explicar aos deputados as contradições avançadas esta sexta-feira pelo jornal Público relativamente ao crédito concedido a Joe Berardo.  

Mariline Alves
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 07 de Junho de 2019 às 14:58
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Os deputados vão voltar a ouvir Vítor Constâncio na comissão parlamentar de inquérito à gestão da Caixa Geral de Depósitos (CGD). A decisão unânime foi tomada esta sexta-feira, numa reunião antes da audição de Jorge Tomé.

 

O regresso do ex-governador ao Parlamento, a pedido do PCP, Bloco de Esquerda, PSD e PS, acontece depois de Vítor Constâncio não ter dito aos deputados presentes na sua audição no Parlamento que autorizou Joe Berardo a financiar-se junto da CGD para comprar ações do BCP, em 2007, conforme avança o Público, esta sexta-feira.

 

O comendador acabou por contrair assim uma dívida de 350 milhões para deter até 9,99% do banco que, 12 anos depois, continua por pagar.

 

Num documento a que o jornal teve acesso, lê-se que "o conselho de administração do BdP, em sessão de 21 de agosto de 2007, deliberou não se opor à detenção pela Fundação Berardo" de uma participação qualificada "superior a 5% e inferior a 10% no capital do BCP e inerentes direitos de voto" - ou seja, é descrito o objetivo do crédito.

 

Além de Vítor Constâncio, foi ainda aprovada a nova audição de Pedro Duarte Neves, ex-vice-governador do Banco de Portugal, num requerimento apresentado pelo PS.

 

Além destes dois responsáveis, também Faria de Oliveira e Cabral dos Santos vão regressar ao Parlamento para explicar declarações que foram depois contrariadas por outras personalidades que foram entretanto ouvidas pelos deputados. 

Ainda antes dos deputados terem aprovado o regresso de Constâncio à comissão de inquérito, o ex-governador do Banco de Portugal já tinha comentado o tema.

"Não fui questionado sobre isto e ainda estou a investigar. Não tenho memória de nada assim, de há 15 anos, e normalmente o supervisor (enquanto instituição) não tem interferência em operações tão concretas desta natureza", escreveu Vítor Constâncio na sua conta de Twitter. 

 

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