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Governo de Moçambique intervenciona Moza Banco

Banco de Moçambique suspendeu o conselho de administração e a comissão executiva desta banco moçambicano onde o Novo Banco tem uma participação de 49%.

Mike Hutchings/Reuters
Celso Filipe cfilipe@negocios.pt 30 de Setembro de 2016 às 19:26
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O Governo moçambicano decidiu intervencionar o Moza Banco, entidade financeira deitida a 51% pela Moza Capitais e onde o Novo Banco tem uma participação de 49%. A decisão foi comunicada esta sexta-feira, 30 de Setembro.

O Banco de Moçambique, entidade supervisora, diz em comunicado que "a situação financeira e prudencial do Moza Banco tem vindo a degradar-se de forma insustentável". Estas circunstâncias, acrescenta-se no comunicado, tornaram necessário "reforçar as medidas extraordinárias de saneamento" do Moza Banco.

Face à degradação do Moza Banco, o Banco de Moçambique tomou a decisão de designar um conselho de administração provisório para aquela instituição financeira, presidido por João Figueiredo, e "suspender, com efeitos imediatos, os membros do conselho de administração e da comissão executiva do Moza Banco".

O supervisor moçambicano "assegura ao mercado, aos clientes e ao público em geral que o Moza Banco continuará a funcionar dentro da normalidade".

A posição que o Novo Banco tem no Moza Banco está no denominado "side bank", tendo sido classificado como um activo não estratégico destinado a ser vendido. O Moza Capital é detido por um conjunto de empresários moçambicanos e presidido por Parkash Ratilal. 

O Moza Banco foi criado em 2008 e tem uma rede de 37 balcões. No seu site reclama o estatuto de quarto maior banco do sistema financeiro moçambicano, com quota de mercado de 7,26%.
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