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HSBC corta 35.000 postos de trabalho para reduzir custos

A instituição britânica almeja reduzir os custos em 4,5 mil milhões de dólares nas unidades que estão a mostrar um pior desempenho.

Bloomberg
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2020 às 09:24
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O banco britânico HSBC prepara-se para reduzir em 35.000 a força de trabalho no âmbito de um processo de reestruturação que deverá deixar a instituição financeira com 200.000 empregos até 2023.

A instituição britânica almeja reduzir os custos em 4,5 mil milhões de dólares nas unidades que estão a mostrar um pior desempenho, tanto nos Estados Unidos como na Europa. Pelo contrário, o investimento na Ásia deverá aumentar, pois é nesta região que, apesar dos abalos provocados pelos protestos em Hong Kong e pela proliferação do coronavírus, o banco colhe maiores lucros.

"Partes do nosso negócio não estão a oferecer retornos aceitáveis", disse Noel Quinn, responsável pela restruturação, num comunicado que acompanhou a divulgação dos resultados. O cargo de Quinn também está sob avaliação – este poderá ser proposto a demissão pela administração, apesar dos esforços de contenção de custos.

Em entrevista à Bloomberg, Quinn afirmou que o número de funcionários do banco pode cair em 15% ao longo dos próximos três anos. "Estamos a projetar como linha final os 200.000" postos de trabalho, declarou.

Há áreas de negócio que vão sofrer, outras que até devem crescer. O plano prevê que o negócio de banca de investimento reduza, tanto na Europa como nos Estados Unidos, e que do lado de lá do Atlântico as operações de trading caiam para quase metade. Já a rede de banca de retalho deve aumentar 30%.

Os lucros ajustados antes de impostos do banco ascenderam aos 22,2 mil milhões de dólares, tendo superado as estimativas dos analistas. As ações da instituição segue a perder perto dos 5% e já chegaram a deslizar 5,55% para os 557,90 pences.

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