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HSBC já está sob o escrutínio do regulador britânico

O regulador financeiro britânico está a avaliar as práticas internas do HSBC depois de um relatório, revelado na semana passada, ter desvendado novos detalhes de como a sua unidade suíça ajudou clientes a fugir aos impostos.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 16 de Fevereiro de 2015 às 16:39
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A Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido (FCA, na sigla em inglês) está a trabalhar com o HSBC e outras autoridades "para garantir que todas as questões que possam existir em relação às práticas actuais e cultura do HSBC são abordadas", disse o regulador, num comunicado citado pela Bloomberg.

 

 O HSBC está debaixo dos holofotes desde que o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), com sede em Washington, publicou detalhes de como a unidade suíça do banco patrocinou um esquema de fuga ao fisco. O CEO do banco, Stuart Gulliver, já ofereceu as suas "sinceras desculpas" em anúncios de página inteira publicados este domingo em vários jornais britânicos.

 

O HSBC está "totalmente comprometido com a troca de informações com as autoridades competentes e procura activamente medidas que garantam que os seus clientes são transparentes ao nível fiscal", reagiu o banco, num comunicado enviado por email, citado pela Bloomberg. "Nós reconhecemos e somos responsáveis por falhas de controlo passadas".

 

De acordo com a agência noticiosa, que cita fonte próxima do processo, a FCA não está a planear abrir um inquérito formal e está a olhar para a questão no âmbito das suas responsabilidades de supervisão.

 

O caso que já ficou conhecido por "Swiss Leaks" partiu de uma investigação levada a cabo pelo consórcio de jornalistas com base em dados obtidos pelo Le Monde entregues ao fisco francês por Hervé Falciani, um antigo funcionário da instituição que, em 2008, denunciou às autoridades informações sobre as contas sediadas no HSBC Private Bank na Suíça. Entre os clientes que terão procurado fugir aos impostos estão desportistas, figuras do espectáculo, empresários, mas também políticos e monarcas, em mais de 200 países.


A informação recolhida pelo ICIJ resulta da análise exaustiva a documentos internos obtidos por Falciani no banco. Através destas informações foram identificados 100 mil clientes que terão recorrido aos serviços do HSBC na Suíça para evitarem o fisco, escudando-se no sigilo das contas numeradas. 

 

A lista de clientes com contas no HSBC terá 611 nomes relacionados com Portugal, dos quais 220 com nacionalidade portuguesa. Portugal é o 45º país com maior quantidade de dólares nestas contas, num total de 969 milhões de dólares (856 milhões de euros), ou seja, cerca de 1% do total (mais de 100 mil milhões). 

 

O site Maka Angola escreveu, na semana passada, que entre os portugueses com conta no HSBC estavam o empresário Américo Amorim e a ESAF, que desmentiram, no entanto, a informação.   

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