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Lone Star diz que nunca comprou imóveis ao Novo Banco

O fundo norte-americano Lone Star, que detém 75% do Novo Banco, considera como "especulação infundada" alguma informação na comunicação social sobre o investimento da Lone Star Funds na instituição financeira.

Banca
Bruno Simão
Negócios jng@negocios.pt 30 de Julho de 2020 às 19:40
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O fundo de investimento norte-americano Lone Star diz nunca ter feito parte de qualquer tipo de transação para aquisição de ativos do NB, incluindo imóveis.

 

Em comunicado, a Lone Star Global Acquisitions (LSGA – que presta consultoria aos Lone Star Funds) "reafirma que a Lone Star e as suas afiliadas nunca fizeram parte de nenhum tipo de transação com partes relacionadas para aquisição de ativos, incluindo ativos imobiliários, do Grupo Novo Banco".

 

"O acordo de acionistas assinado com o Fundo de Resolução referente à participação no Novo Banco, concluída em outubro de 2017, proibiu expressamente a Lone Star ou suas afiliadas de celebrar qualquer transação ou acordo com o Grupo Novo Banco, exceto se autorizado pelo Fundo de Resolução", sublinha.

 

Além disso, prossegue, sendo uma empresa de consultoria regulada pelo governo (incluindo registos na Securities and Exchange Commission dos EUA e na Financial Conduct Authority do Reino Unido), "a Lone Star mantém políticas e controlos abrangentes de conformidade que regem as transações com partes relacionadas e outros possíveis conflitos de interesse". "Em relação ao investimento no Novo Banco, a Lone Star cumpriu essas disposições".

 

A Lone Star rejeita assim "as insinuações que penalizam de forma séria e injusta os Fundos Lone Star, os seus stakeholders, os colaboradores e o trabalho que tem sido realizado".

 

Os Fundos Lone Star, que injetaram mil milhões de euros na capitalização do Novo Banco em 2017, adquirindo 75% do seu capital, cumprem todas as disposições e exigências decorrentes dos contratos negociados e assinados com o Fundo de Resolução e o Grupo Novo Banco, remata o comunicado.

 

Nascido na resolução do BES (a 3 de agosto de 2014), 75% do Novo Banco foi então vendido em outubro de 2017 ao fundo de investimento Lone Star, mantendo o Fundo de Resolução bancário 25%, numa solução acordada entre Banco de Portugal e Governo. Nos termos do contrato, o Novo Banco não pode fazer vendas de ativos a entidades relacionadas com a Lone Star.

Aquando da venda, foi acordado um mecanismo de capital contingente, que previa que durante oito anos o Fundo de Resolução compensasse o Novo Banco por perdas de capital num conjunto de ativos que 'herdou' do BES até 3.890 milhões de euros.

Desde então e até hoje, o Fundo de Resolução já injetou 2.976 milhões de euros e ainda poderá colocar mais 900 milhões de euros, valores que em cada ano têm impacto nas contas públicas uma vez que o Fundo de Resolução é uma entidade da esfera do Estado.

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