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Governo proíbe Novo Banco de vender ativos até auditoria estar concluída

O Ministério das Finanças considera que, enquanto a auditoria ao Novo Banco não estiver concluída, não deverão ser realizadas outras operações de venda de carteiras de ativos improdutivos por parte daquela instituição.

António Ramalho, presidente do Novo Banco, vai voltar ao Parlamento para explicar vendas de malparado e imóveis.
Tiago Sousa Dias
Negócios jng@negocios.pt 30 de Julho de 2020 às 23:34
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O Ministério das Finanças lamenta que, na reunião de amanhã do Comité de Acompanhamento Operacional da auditoria ao Novo Banco, "o auditor independente não apresente ainda a versão final e definitiva do relatório de auditoria" e "aguarda que esse relatório seja concluído e dado a conhecer ao Governo e aos partidos representados na Assembleia da República no mais curto prazo possível".

 

"No contexto deste atraso, o Governo considera que, até à conclusão da referida auditoria, não deverão ser realizadas outras operações de venda de carteiras de ativos improdutivos por parte do Novo Banco", diz o comunicado do ministério tutelado por João Leão.

 

"Na sequência das preocupações expressas pelo Governo, o Fundo de Resolução informou hoje o Ministério das Finanças que partilha do mesmo entendimento, tendo já comunicado ao Novo Banco que este não deve realizar tais operações até à conclusão do processo de auditoria", acrescenta.

 

O Comité de Acompanhamento Operacional da auditoria ao Novo Banco é composto pelo Fundo de Resolução, pelo Novo Banco, enquanto entidade auditada, e pela Deloitte, enquanto auditor independente selecionado para a realização da referida auditoria.

"Na sequência da insistência do Governo para se concluir a auditoria, o Ministério das Finanças, que não integra o mencionado Comité de Acompanhamento Operacional, foi informado de que, nessa reunião, o auditor independente apresentará as conclusões preliminares de um conjunto de secções integrantes do relatório de auditoria, para efeitos do exercício de contraditório pela entidade auditada e solicitação de eventuais esclarecimentos adicionais por parte do Fundo de Resolução", refere o comunicado, lamentando então o facto de não se tratar da versão final e definitiva.

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