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Lucros do BCP recuam para 146,3 milhões até setembro

O banco liderado por Miguel Maya baixou os lucros em 45,9% mas superou as previsões dos analistas.

Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 29 de Outubro de 2020 às 17:03
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O BCP obteve lucros de 146,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. Um resultado que representa uma queda de 45,9% face ao mesmo período do ano passado, refere o banco em comunicado à CMVM

Os analistas do CaixaBank BPI previam lucros acumulados de 137 milhões de euros, ou seja, menos 50% em comparação com o período homólogo. Já para o terceiro trimestre, estimavam uma descida de 40% para os 60 milhões de euros.

"O resultado líquido consolidado do Millennium bcp cifrou-se em 146,3 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2020, que compara com 270,3 milhões de euros alcançados no período homólogo do ano anterior, encontrando-se esta evolução fortemente condicionada pelo impacto decorrente da pandemia provocada pela covid-19", refere o banco. 

Este desempenho "foi também condicionado pelo reforço das provisões extraordinárias constituídas para fazer face ao risco legal associado aos créditos hipotecários concedidos em moeda estrangeira pela subsidiária polaca, que ascendeu a 67,2 milhões de euros, nos primeiros nove meses de 2020", diz o banco.

Para a evolução do resultado líquido consolidado, refere, "contribuiu ainda o ganho de 13,5 milhões de euros, que havia sido reconhecido em fevereiro de 2019, na sequência da alienação do Grupo Planfipsa, refletido como resultados de operações descontinuadas ou em descontinuação".

Neste período, a margem financeira 
alcançou 1.149,6 milhões de euros, "permanecendo em linha com os 1.153,0 milhões de euros registados em igual período de 2019". Esta evolução, refere o BCP, "incorpora, no entanto, duas realidades distintas, uma vez que o desempenho favorável da atividade internacional foi totalmente absorvido pelo menor contributo proveniente da atividade em Portugal".

Já as comissões líquidas totalizaram 518,1 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2020, "tendo o desempenho positivo alcançado pela atividade internacional sido totalmente absorvido pela redução verificada na atividade em Portugal", nota o BCP. 

Por outro lado, os custos operacionais foram de 805,0 milhões de euros nos

primeiros nove meses de 2020, perto dos 805,6 milhões de euros registados nos primeiros nove meses do ano anterior.

"Esta evolução incorpora dois impactos contrários, uma vez que o incremento verificado na atividade internacional acabou por absorver quase na totalidade o desempenho favorável da atividade em Portugal, suportado no controlo e na redução dos custos operacionais recorrentes", afirma o banco. 

Mais crédito e depósitos

A carteira de crédito (bruto) consolidada do BCP ascendeu a 56.147 milhões de euros em 30 de setembro de 2020, "evidenciando um aumento de 2,7% face aos 54.658 milhões de euros apurados na mesma data do ano anterior, devido sobretudo ao desempenho da atividade em Portugal, mas beneficiando também do crescimento, embora mais modesto, registado na atividade internacional".

Isto num período em que o rácio de NPE passou de 
8,4% em 30 de setembro de 2019 para 6,5% na mesma data de 2020, "refletindo essencialmente o desempenho da carteira de crédito doméstica, cujo rácio de NPE revelou uma redução de 9,9% para 7,0%", refere o banco liderado por Miguel Maya.

Já os recursos totais de clientes alcançaram os 83.284 milhões de euros no mesmo período, o que reflete um crescimento de 3,9% face ao período homólogo. 

(Notícia atualizada com mais informação às 17h15.)










(Notícia em atualização)
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