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CaixaBank BPI aponta para queda de 40% no lucro do BCP no terceiro trimestre

Os analistas do banco de investimento antecipam uma queda homóloga no lucro, mas uma recuperação de dois dígitos face ao trimestre anterior - o mais castigado pela pandemia. O BCP apresenta resultados no próximo dia 29 de outubro.

Mariline Alves
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 19 de Outubro de 2020 às 12:10
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O lucro líquido do Banco Comercial Português terá uma queda homóloga de 40% para os 60 milhões de euros no terceiro trimestre deste ano, de acordo com a antevisão dos analistas do CaixaBank BPI, uma semana antes do banco liderado por Miguel Maya apresentar resultados. 

Contudo, o banco de investimento aponta para uma recuperação em termos trimestrais, com uma subida de 49% face aos 41 milhões de euros registados entre abril e junho de 2020.

"Esperamos um conjunto de resultados resilientes, devido à geração de capital e à redução das NPE (exposições não produtivas)", pode ler-se na nota de análise do CaixaBank BPI, desta manhã, apontando para uma redução trimestral de 6% das chamadas NPE em todo o grupo, que são as imparidades acumuladas totais (incorporam títulos de divida, crédito e exposições extrapatrimoniais).

Na operação em Portugal, exclusivamente, os analistas preveem uma redução de 8% das NPE, "beneficiando das vendas durante o trimestre, enquanto os fluxos de entrada continuam relativamente estáveis". Ainda assim, o CaixaBank BPI alerta que estas imparidades acumuladas devem aumentar apenas com o fim das moratórias, com muitas delas a expirarem só em setembro de 2021.

"É muito, muito importante para a economia, enquanto não há um retomar da economia, que haja capacidade de empresas que são viáveis conseguirem sobreviver a estas adversidades", referiu Miguel Maya, acentuando que o BCP "vê com muito agrado a extensão das moratórias e que estará na "linha da frente".

Se as previsões se concretizarem, os primeiros nove meses do BCP vão representar um ganho líquido acumulado de 137 milhões de euros, o que significa uma redução homóloga de 50%. Nos primeiros seis meses deste ano, a cotada obteve um resultado positivo de 76 milhões de euros - acima do previsto pelos analistas, mas aquém dos 169,8 milhões de euros registados no mesmo período do ano passado.

A margem financeira - a diferença entre aquilo que os bancos ganham com os juros e o que pagam - deverá cair 6% em termos homólogos e subir 4% comparando com o trimestre anterior. 

Na sua prestação em bolsa, o BCP tocou em mínimos históricos na semana passada (15 de outubro) abaixo dos 8 cêntimos por ação. Hoje os títulos somam 0,77% para 0,0791 euros, depois da negociação ter estado suspensa, devido a problemas técnicos na Euronext. Este ano, o BCP acumula uma queda de 62%, sendo o segundo pior "player" do setor na Península Ibérica, apenas superado pelo Banco Sabadell (-72%). Em comparação, a bolsa nacional cai 12% no ano.

Atualmente, o banco liderado por Miguel Maya tem um preço-alvo médio de 14 cêntimos por ação, de acordo com o conjunto de 12 notas de análise que a cotada disponibiliza no seu site. Este é também o preço-alvo definido pelos analistas do CaixaBank BPI, que define também uma recomendação de "Neutral".  

BCP em linha com banca ibérica
O pontapé de saída na temporada de resultados referentes ao terceiro trimestre deste ano na Península Ibérica será dado pelo espanhol Bankinter, no próximo dia 22 de outubro.

Os analistas do CaixaBank BPI esperam, assim como para o BCP, uma recuperação no lucro líquido em termos trimestrais, motivada pela melhoria das margens financeiras.

Em grande parte, esta evolução positiva das chamadas NII deve-se ao TLTRO ("targeted longer-term refinancing operations"), operações de financiamento ultra barato do Banco Central Europeu (BCE), segundo a nota do banco de investimento, que mostra que este apoio poderá representar cerca de 7% da margem financeira dos bancos na região na segunda metade deste ano e nos primeiros seis meses do próximo. 
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