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Manuel Fernando Espírito Santo confirma que Escom estava prometida à Sonangol

A venda da Escom, empresa do GES que geria activos em Angola, foi liderada por Ricardo Salgado, confirmou o seu primo Manuel Fernando na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e GES.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 16 de Dezembro de 2014 às 10:44
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Manuel Fernando Espírito Santo confirmou, na comissão parlamentar de inquérito, que a Escom, empresa que geria activos em Angola e que esteve na assessoria da aquisição de submarinos pelo Estado português, foi prometida à Sonangol.

 

Apesar de ter dito que não acompanhou o processo, Manuel Fernando adiantou, como é de conhecimento público, que foi "assinado o contrato de compra e venda no fim de Dezembro de 2010". "Sei que era para a Sonangol", começou por dizer. "Naquela altura era para a Sonangol, se não me engano", acrescentou posteriormente em resposta à deputada bloquista Mariana Mortágua.

 

O contrato de promessa de compra e venda foi assinado mas acabou por nunca se concretizar.  Questionado pelo motivo pela qual isso não aconteceu, Manuel Fernando Espírito Santo não soube responder. "Não sei. Não estive envolvido. Desconheço".

 

Salgado liderou processo

 

A Escom fazia parte da Rioforte em 2010. A Rioforte era a sociedade do GES que geria os activos não financeiros. Manuel Fernando, representante do ramo Moniz Galvão, era o presidente do conselho de administração da Rioforte. "A negociação [da venda da Escom] estava fora do enquadramento e do contexto da Rioforte".

 

A venda, contou Manuel Fernando, foi "liderada por um dos membros do conselho superior", que foi quem teve contacto com os interessados angolanos. Questionado sobre se era pessoa seria Ricardo Salgado, o seu primo confirmou.

 

A Escom estava na Rioforte mas, antes do final de 2010, passou para a Espírito Santo Resources, a antiga sociedade de topo do ramo não financeiro que havia ficado sem activos já que foram transferidos para a Rioforte. O objectivo da Rioforte "era atrair capital". "Era importante manter resultados e balanço". "Por razões de segurança, decidimos passar temporariamente para a Resources", já que não se sabia se o contrato seria assinado ainda naquele ano. 

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