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Novo Banco rejeita que vendas de imóveis tenham penalizado Fundo de Resolução

O Público avança, esta terça-feira, que o Novo Banco vendeu 13 mil imóveis a um fundo de investidores anónimos a que também deu crédito. E que as perdas daí resultantes foram compensadas pelo Fundo de Resolução.

Sérgio Lemos
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 28 de Julho de 2020 às 12:11
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O Novo Banco rejeita que os imóveis vendidos no âmbito do projeto Viriato, em 2018, tenham provocado "prejuízos diretos" ao Fundo de Resolução. Isto depois de o Público ter avançado, esta terça-feira, que banco vendeu 13 mil imóveis a um fundo de investidores anónimos a que também deu crédito. E que as perdas foram compensadas pelo Fundo de Resolução.

"Em primeiro lugar esclarece-se que o Banco vendeu 5.355 imóveis que são compostos por 8.486 frações, e não os 13 mil imóveis que hoje, erradamente, é referido nos media", começa por referir o Novo Banco, num comunicado enviado esta terça-feira.

"A venda foi anunciada pelo banco em outubro de 2018 e os seus resultados anunciados ao mercado. Ao contrário do que se pretende foi uma das várias operações realizadas pela banca portuguesa em 2018 e 2019, aproveitando as boas condições do mercado imobiliário", nota a instituição financeira.

Além disso, esta "operação foi auditada no ano da sua realização, obteve para parte dos imóveis o acordo expresso do Fundo de Resolução e consta das operações que serão revistas no âmbito da auditoria especial em conclusão".

Nesse sentido, "esta operação não foi feita a preços de saldo, mas sim a preços de mercado. Isso mesmo foi debatido com natural elevação com a Sra. Deputada Helena Roseta em reunião da COFMA em março de 2019 e foi objeto de documentação posterior enviada à referia Comissão onde se poderia verificar que o nível de exercício de direitos de preferência era irrisório (cerca de 1%) o que deitava por terra a ideia da ‘pechincha’".

De acordo com o banco liderado por António Ramalho, esta venda seguiu "os melhores padrões internacionais", tendo atraído "48 interessados, 16 pré selecionados, 7 propostas recebidas e duas propostas em licitação final".

"Finalmente, esta operação não teve qualquer custo direto para o Fundo de Resolução porque a generalidade dos imóveis não estão cobertos pelo mecanismo de proteção de capital. Refira-se mesmo que para a totalidade dos imóveis protegidos até dezembro de 2019, o banco tinha obtido para o Fundo de Resolução uma mais-valia de 10 milhões de euros que reduzia às perdas noutros créditos", remata o Novo Banco.

As vendas destas carteiras levaram já o PS a dizer que quer o presidente do Novo Banco seja ouvido logo na reabertura dos trabalhos parlamentares, em setembro, visando esclarecer suspeitas se a venda de imóveis feita por este banco está a lesar o Estado.

O Novo Banco "tem mostrado sempre totalmente disponível para esclarecer todas as dúvidas existentes, e que nomeadamente enviou ontem, em antecipação, um conjunto detalhado de informação à Procuradoria Geral de República referente à venda dos referidos imóveis integrados no projeto Viriato e Sertorius", refere ainda o banco no comunicado. Um passo que foi dado depois de o primeiro-ministro ter enviado uma carta à Procuradoria-Geral da República de maneira a travar quaisquer vendas até que seja conhecido o resultado da primeira auditoria da Deloitte, que ficará fechada até esta sexta-feira, tal como avançou o Expresso no sábado.

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