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“Seria desejável ter havido um maior envolvimento dos credores” no BES, diz Macedo

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos considera que a solução encontrada para o BES/Novo Banco “foi a solução menos má”.

CGD
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 16 de Junho de 2021 às 16:33
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Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), diz que a solução para o BES/Novo Banco foi a "menos má". Ainda assim, afirma que devia ter havido um maior envolvimento nos credores neste processo. 

"Apesar de tudo, acho que foi a solução menos má", tendo "evitado que houvesse uma maior instabilidade no sistema financeiro", disse Paulo Macedo em resposta ao deputado do PSD Hugo Carneiro, naquela que deverá ser a última audição da comissão de inquérito ao Novo Banco. 

Por outro lado, "concordo que seria desejável ter havido um maior envolvimento dos credores", disse o banqueiro, reconhecendo que é um "processo complexo. 

Fernando Ulrich, "chairman" do BPI, disse no Parlamento que "não é normal que seja a concorrência" a ter de capitalizar o Novo Banco. A medida de resolução de 2014 "foi aplicada muito parcialmente aos credores do BES, que até hoje contribuíram com 2,5 mil milhões de euros", enquanto o "Fundo de Resolução acabará por contribuir com 8,8 mil milhões". 

"À data de hoje parece que situação é muito injusta", referiu, defendendo que deveria ter havido um "maior envolvimento dos credores na retransmissão de obrigações no final de 2015", pois isso "minimizaria o esforço do Fundo de Resolução".

Mecanismo de capital não foi boa solução
Na mesma audição, Paulo Macedo falou ainda sobre o mecanismo de capital contingente, que permite ao Novo Banco receber até 3,89 mil milhões de euros. Para o CEO da Caixa, não foi uma "boa solução".

"Toda a gente acredita que não. Não vejo que no futuro próximo haja compradores que aceitem uma solução destas", disse, apontando para "todo o desgaste, toda a polémica e toda a parte de prolongamento do processo" em torno de quem compra, da gestão do banco mas também da reputação da banca. "De facto, não é uma boa experiência", frisou. 

"O que, pessoalmente, a Caixa deseja é que este processo acabe, que sejam definidos os custos, que seja algo totalmente previsível, que é o que todas pessoas do setor financeiro", rematou. 

(Notícia atualizada.)
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