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Donos dos shoppings pressionam Governo para reabrir na zona de Lisboa

A associação representativa do setor dramatiza o impacto para os lojistas, calculando que a área metropolitana de Lisboa concentra 35% dos centros comerciais do país e 50% do emprego gerado a nível nacional.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 04 de Junho de 2020 às 12:19
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A Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) está a pressionar o Governo para que seja autorizada a abertura total dos espaços localizados na Área Metropolitana de Lisboa, uma etapa travada devido ao aumento do número de casos de covid-19 na região.

 

No dia em que o Executivo se reúne para reavaliar as medidas de desconfinamento adiadas na semana passada, a associação dramatiza que "é urgente que as limitações sejam levantadas", uma vez que os operadores investiram na adaptação dos espaços e na formação de equipas para "continuar a garantir a visitantes, lojistas e colaboradores das lojas todas as condições de segurança sanitária".

 

"Estes espaços minimizam o risco de contágio, não o agravam, permitindo à população aceder a um conjunto significativo de bens e serviços num ambiente com acesso limitado e controlado, e onde as boas práticas dos visitantes são monitorizadas e geridas por equipas profissionais de modo a minimizar os riscos", afirma António Sampaio de Mattos, presidente da APCC, citado numa nota de imprensa.

 

Segundo os cálculos disponibilizados por esta estrutura de âmbito nacional que congrega empresas investidoras, promotoras e gestoras de centros comerciais, a região de Lisboa concentra 35% dos shoppings em Portugal, que asseguram 50% do emprego total gerado pelo setor a nível nacional.

 

Sampaio de Mattos recorre à reabertura dos centros comerciais no resto do país, que arrancou esta segunda-feira, 1 de junho, para reclamar que estes espaços estão "perfeitamente preparados para funcionar segundo as regras determinadas pelo Governo e pela Direção-Geral da Saúde", como a limitação a um máximo de cinco visitantes por cada 100 metros quadrados de área destinada ao público.

Porém, o presidente da Associação dos Médicos de Saúde Pública considera que, face ao registo de infetados dos últimos dias, será prudente manter os shoppings da Grande Lisboa de portas fechadas. À Renascença, Ricardo Mexia disse que, atendendo ao agravamento do contexto em que se baseou a primeira decisão, "[vê] como difícil que agora possa ser outra que não seja voltar a adiar a abertura".

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