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Fim da discriminação dos Açores e Madeira faz disparar vendas online do continente

O número de lojas portuguesas com vendas online disponíveis para as regiões autónomas cresceu cerca de 70% desde que a nova lei entrou em vigor, a 11 de março, com o carrinho médio de compras para as ilhas mais caro 140%, revela o comparador de preços e “marketplace” KuantoKusta.

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Rui Neves ruineves@negocios.pt 14 de Maio de 2022 às 16:38
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Desde 11 de março que estão proibidas as práticas de "bloqueio geográfico e de discriminação injustificada" nas vendas eletrónicas para os consumidores da Madeira e dos Açores, com a lei a prever multas até 25 mil euros para quem não cumprir com o estabelecido.

 

Passados dois meses sobre a entrada em vigor da nova lei, o número de lojas portuguesas com vendas online disponíveis para as regiões autónomas "cresceu em 70% entre 20 de abril e 12 de maio, muito graças ao fim da discriminação imposto pelo Governo", revela o comparador de preços e "marketplace" KuantoKusta, em comunicado.

 

Estando os comerciantes de bens e serviços obrigados a entregar nas Ilhas os mesmos produtos disponíveis no continente, este crescimento da oferta para os consumidores das ilhas é, segundo a empresa, "bastante positivo", porquanto, antes da entrada em vigor da lei sobre a não discriminação, apenas 14% das lojas do seu ‘marketplace’ disponibilizavam envios para os arquipélagos, sinaliza.

 

"É com muito otimismo que vemos esta adesão das lojas ao mercado dos Açores e da Madeira, não só pelos consumidores destas regiões, mas também pelas lojas que se abrem a um público mais vasto que quer comprar e quer ter mais opções", considera Ricardo Pereira, diretor de marketing do KuantoKusta.

 

Ricardo pereira alerta, contudo, para a discrepância de preços dos portes de envio praticados, "dado que o preço médio dos envios no continente situa-se nos 2,21 euros, enquanto para as ilhas esse valor dispara para os 15", realça.

 

"Esta é uma realidade para a qual estamos atentos. Os custos logísticos para envios de encomendas - principalmente em artigos de grandes dimensões – não podem prejudicar ou marginalizar quase meio milhão de portugueses que reside nas regiões autónomas. Esta nova lei aponta na direção certa, mas ainda há muito a fazer do lado logístico para garantir aos arquipélagos uma oferta comercial mais justa e completa", defende o mesmo gestor.

 

Desde que foi aplicada a nova lei, o carrinho médio de um comprador do território continental é de 62,95 euros no KuantoKusta, enquanto o carrinho médio de compras para as ilhas é 140% mais alto (152,07 euros), garante o mesmo comparador de preços e "marketplace".

 

"O consumidor das ilhas, face aos custos dos portes e à oferta local, por vezes mais limitada, acaba por aproveitar para realizar mais compras de uma só vez, o que pode trazer uma vantagem muito grande para os comerciantes escolhidos por estes compradores", explica aquele Ricardo Pereira.

 

O diretor de marketing do KuantoKusta sublinha, ainda, que "estes valores exemplificam a força do comércio eletrónico em consumidores onde as circunstâncias geográficas limitam a oferta que têm disponível no comércio tradicional".

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