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Carlos Mota Santos assume cargos de CEO e chairman da Mota-Engil

António Mota deixa a presidência do conselho de administração e Gonçalo Moura Martins sai da liderança da comissão executiva. Passam ambos a vice-presidentes do "board".

Miguel Baltazar
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 02 de Janeiro de 2023 às 18:13

No âmbito da renovação geracional do grupo Mota-Engil, o atual chairman, António Mota, e o presidente da Comissão Executiva, Gonçalo Moura Martins, vão deixar, por iniciativa própria, os seus cargos – e na próxima reunião do conselho de administração da construtora será proposta a designação de Carlos Mota Santos para acumular ambas as funções, informou a empresa em comunicado à CMVM. Passarão ambos a vice-presidentes do "board".

Carlos Mota Santos é sobrinho de António Mota e é um dos vice-presidentes da Comissão Executiva da empresa.


"O senhor Eng.º Carlos Mota Santos, membro da terceira geração da família fundadora e acionista de referência do grupo, é um profissional com mais de 20 anos de prática, profundo conhecedor dos negócios e atividades do grupo, tendo iniciado funções técnicas na empresa após a conclusão da sua licenciatura em engenharia civil", sublinha o comunicado.

Ainda segundo o documento, Carlos Mota Santos "tem vindo a exercer funções de alta responsabilidade em todos as áreas de negócio".

No mesmo comunicado são explicadas as razões desta mudança. "Após a alteração da estrutura acionista, verificada em 2021, e da aprovação do Plano Estratégico para o período 2022-26 – Building 26 – e de forma totalmente concertada, consensualizada e participada pelos acionistas de referência do grupo, e por impulso dos próprios, decidiram os senhores Eng.º António Mota e Dr. Gonçalo Moura Martins renunciar às suas atuais funções para dar início a um processo de mudança geracional e de renovação da alta gestão do grupo".

Apesar destas renúncias, o grupo informa que António Mota e Gonçalo Moura Martins "continuarão fortemente comprometidos com o desenvolvimento e acompanhamento do grupo, doravante numa maior vertente de supervisão e estratégia, como vice-presidentes do Conselho de Administração, participando ativamente nos seus grandes desígnios, desde logo dando o seu contributo ao cumprimento do Plano Estratégico Building 26, cujo primeiro ano de aplicação tem sido um sucesso e que deixa antever um muito promissor futuro".

"Nos termos estatutários, irá ser convocada uma reunião do Conselho de Administração a decorrer neste mês de janeiro, tendo em vista a aprovação das propostas aqui referidas, bem como serão tomadas, neste fórum e em Assembleia Geral a convocar para o efeito, as deliberações tendentes à recomposição do Conselho de Administração bem como da Comissão Executiva, de que se dará conta oportunamente", refere o grupo, que diz prever que este processo esteja concluído até final do presente mês, para que estas alterações organizacionais produzam efeitos a partir de 1 de fevereiro de 2023.

A entrada da CCCC

Recorde-se que a 10 de maio de 2021 a Mota-Engil recebeu um sócio estratégico, a China Communications Construction Company (CCCC), que adquiriu 23% da empresa à holding da família Mota. No mês seguinte, a CCCC, através da Epoch Capital, anunciou o aumento da participação qualificada de 23,16% para 32,41% do capital da Mota-Engil, posição que ainda mantém, ficando a família Mota com 40% através da FM – Sociedade de Controlo.

 

O grupo Mota-Engil, desde sempre controlado pela família de António Mota, passou assim a ter um segundo acionista de referência que assume o título de quarta maior construtora do mundo.

A CCCC é controlada a 59% pelo grupo estatal China Communications Construction Group e está sob a supervisão da State-owned and Assets Supervision and Administration of the State Council (SASAC), uma comissão especial sob a tutela do Estado chinês.

A alteração na estrutura acionista da Mota-Engil influenciou o plano estratégico 2022-2026, apresentado em novembro de 2021 – que prevê um crescimento mais acentuado nos negócios do ambiente, concessões de infraestruturas e serviços industriais de engenharia (como contratos de mineração), os quais o grupo perspetivou que pesassem, num horizonte a cinco anos, mais do que a sua tradicional atividade de engenharia e construção no EBITDA e no resultado líquido.

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